Operação policial mira esquema financeiro do tráfico no Vale do Paraíba e Litoral Norte

Ação cumpriu mandados em seis cidades e mira estrutura responsável pela movimentação de dinheiro do tráfico de drogas

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
DEIC-286238

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três pessoas durante a operação “Cúpula Financeira”, deflagrada nesta terça-feira (14), em cidades do Vale do Paraíba e do litoral paulista. A ação teve como alvo uma estrutura suspeita de atuar no financiamento do Primeiro Comando da Capital.

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Segundo a polícia, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande. Ao todo, 42 policiais participaram da operação, com apoio de 19 viaturas.

De acordo com as investigações, o principal alvo — apontado como responsável pelo setor financeiro da facção na região — foi preso em Praia Grande. Ele é morador de São José dos Campos. Outros dois suspeitos foram detidos em Caraguatatuba e Guaratinguetá.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC, vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-1). A Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. Até a última atualização, três suspeitos haviam sido presos.

Durante a ação, dois celulares foram apreendidos. Não houve apreensão de drogas.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2025, após a abordagem de uma mulher em São José dos Campos. Segundo a polícia, ela transportava R$ 7.790 em dinheiro com odor de entorpecentes, valor que seria entregue na cidade e que levantou suspeitas sobre a circulação de recursos ligados ao tráfico.

Com o avanço das apurações, os policiais identificaram uma estrutura organizada, com divisão de tarefas para coleta, transporte e centralização de dinheiro proveniente da venda de drogas no Vale do Paraíba e no Litoral Norte.

Ainda conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava comunicação cifrada e estratégias para ocultar a origem ilícita dos valores. Os investigados teriam ligação direta com a estrutura financeira do PCC na região.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos. Até o momento, as identidades dos presos não foram divulgadas.

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