Oposição pede Tribuna Livre no mesmo dia das sessões de Câmara
Em São José, texto propõe que tribuna aconteça nas quartas, das 9h às 10h


Tribuna nunca foi implementada em São José
Divulgação
O texto que implementa a Tribuna Livre em São José dos Campos evoca diferentes opiniões dentro do Legislativo. Protocolado na última quarta-feira (14), o projeto coloca em prática a determinação que desde 1989 consta no regimento da Casa, mas que nunca foi implementado.
O principal motivo da discussão é o dia proposto pelo texto para que a população seja ouvida na tribuna do plenário. De acordo com o texto, as sessões da tribuna aconteceriam às quartas-feiras, das 9h às 10h.
As sessões de Câmara acontecem às terças e quintas, à partir das 17h30. Portanto, no horário proposto pelo texto, não há atividade no plenário.
Para o vereador Wagner Balieiro (PT), o ideal seria que a Tribuna Livre acontecesse em horário próximo à sessão parlamentar.
“Acho que deveria acontecer durante ou perto do horário de sessão. Ainda é preciso checar o regramento para entender se, na hora da Tribuna, a proposta exigiria ou não a presença de vereadores, ou se os vereadores teriam direito de usar a palavra. Mas não deixa de ser um avanço”, diz.
No regimento da Câmara, a Tribuna Livre “Jornalista Edward Simões” teria que ser realizada às quartas, às 20h. Entretanto, de acordo com o texto proposto pela Mesa Diretora, a mudança para o horário da manhã se justificaria já que o horário da noite resultaria em aumento de despesa com pessoal.
Para o vereador Lino Bispo (PR), o fato da tribuna acontecer em um horário onde não há movimentação no plenário não seria problema. De acordo com ele, o evento não precisa, necessariamente, contar com a presença de vereadores.
“Na minha opinião, se a tribuna for antes ou durante as sessões ficaria muito difícil para preparar o plenário. Quanto à participação dos vereadores, acho que depende de cada um. Não é um desprestígio, por exemplo, deixar acompanhar a Tribuna Livre”, comenta.
Ministério Público
A implementação da tribuna é alvo do Ministério Público desde 2017. No dia 1º de outubro daquele ano, o Ministério Público propôs um Termo de Ajustamento de Conduta ao presidente da casa, Juvenil Silvério (PSDB), indicando o cumprimento da resolução.
Em novembro, a Câmara tentou excluir a tribuna do regimento. A exclusão constava em uma das emendas do projeto de resolução 9/2017, que propunha a diminuição dos prazos para análise por parte das comissões da casa.
A emenda acabou sendo suprimida quando a pauta foi votada, ainda em 2017.
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