Professores começam a ser vacinados contra gripe nesta segunda-feira
Para receber a dose é preciso levar holerite ou crachá para comprovar a profissão


Idosos estavam no primeiro grupo que recebeu a dose da vacina
Claudio Vieira/PMSJC
Começa nesta segunda-feira (8) a vacinação dos professores contra a gripe H1N1. Este é o primeiro ano em que os professores são incluídos nos grupos de risco para receber a vacina.
Podem ser vacinados todos os professores da rede pública e particular. Para receber a dose, é necessário que os professores compareçam a qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde) portando algum documento que prove que atua como professor . Pode ser o crachá ou holerite, por exemplo.
Em São José dos Campos não há estimativas de número de professores. Por isso, é importante a identificação.
A vacinação contra a gripe começou no dia 17 de abril. Neste ano, a vacinação está sendo feita por etapas. Primeiro, foram os idosos e os trabalhadores da área da saúde. Depois, no dia 24, começaram a ser vacinadas as crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). No dia 2 de maio, começou o período de vacinação para as pessoas que têm doenças crônicas.
Em São José dos Campos, o público-alvo é de 192.231 pessoas, consideradas de risco para complicações para a gripe. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 90% desta população.
Segundo a coordenadora do programa de imunização da Prefeitura de São José, Cristina Alvarenga, a vacinação é uma forma eficaz de reduzir a ocorrência da doença, as internações e as mortes causadas pela gripe. “É importante que todos do grupo de risco recebam a dose antes do período mais crítico da doença, que é o inverno”, disse.
A doença
A influenza (gripe) é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e mundiais.
A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, pode levar o agente infeccioso direto à boca, aos olhos e ao nariz.
Os vírus influenza, pertencentes à família Orthomyxoviridae, subdividem-se em três tipos – A, B e C -, de acordo com a diversidade antigênica, podendo apresentar mutações. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, com duração variável, e frequentemente associados ao aumento das taxas de hospitalização e óbito.
O período de incubação dos vírus influenza varia entre um e quatro dias. A maioria das pessoas infectadas recupera-se dentro de uma a duas semanas. Entretanto, nas crianças, gestantes, puérperas, idosos e pessoas com doenças crônicas, a infecção pelo vírus influenza pode levar às formas clinicamente graves, como as infecções respiratórias agudas e pneumonias, com risco de evoluir para óbito.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que, anualmente, 5 a 15% da população mundial seja acometida pelo vírus influenza.
Em São José dos Campos, neste ano foram registrados 2 casos de H1N1 e três de H3N2, sem óbito. Em 2016, foram 49 casos de H1N1, com 11 óbitos e nenhum caso de H3N2.
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