Padre Evaldo Souza: “decidir pela vida no seminário não é fácil”

Nascido no Sul de Minas Gerais, em Bom Repouso, o padre Evaldo Souza descobriu a vocação para a ordenação ainda bem jovem. Quando optou pelo seminário, a família foi seu pilar e sempre o apoiou nas decisões, principalmente, na escolha pelo sacerdócio.

Escrito por: Moisés Rosa4 min de leitura
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Padre Evaldo descobriu vocação para o sacerdócio aos 16 anos

Arquivo Pessoal/Padre Evaldo Souza

Nascido no Sul de Minas Gerais, em Bom Repouso, o padre Evaldo Souza descobriu a vocação para a ordenação ainda bem jovem. Quando optou pelo seminário, a família foi seu pilar e sempre o apoiou nas decisões, principalmente, na escolha pelo sacerdócio.

Este ano, comemorou dez anos de ordenação sacerdotal, com alegria e a simpatia. “Decidir pela vida no seminário não é fácil, as pessoas ainda não conseguem entender muito bem o que leva um jovem a decidir-se pelo serviço exclusivo à Igreja”, diz padre Evaldo, que apresenta há seis anos o programa “Bem-Vindo Romeiro”, na TV Aparecida.

Em entrevista ao Meon, padre Evaldo fala sobre os principais momentos da sua trajetória da ordenação, o apoio da família e a importância da mídia para a religião.

Quando o senhor decidiu ser padre? Como nasceu sua vocação para o sacerdócio?
Meu desejo de ser padre apareceu, de repente, quando eu tinha 16 anos. Claro que nasci numa família católica, mineira, bem religiosa, mas nunca antes dessa idade imaginava ser padre, queria mesmo era ser veterinário. Mas na Semana Santa de 1992 me senti tocado durante a missa de lava-pés e daí em diante comecei uma caminhada de conhecimento da Congregação dos Missionários Redentoristas.

Como foi o início de seus estudos para se tornar sacerdote?
Fiz acompanhamento vocacional por dois anos e, em 1995, comecei meus estudos no seminário. Esse primeiro ano, de adaptação, é sempre muito difícil: ficar longe de casa, morar com gente estranha, ter ritmo de vida bem marcado, com horários e compromissos de oração e estudos, mas fui me adaptando bem. Graças a Deus nunca tive problemas com estudos e, assim, pude vencer estes primeiros meses no seminário. Daí vieram as faculdades de Filosofia, o Noviciado e a Teologia. Depois de nove anos de seminário e estudos eu recebi a ordenação sacerdotal.

Seu gosto pela oratória também começou cedo?
Sempre fui muito falante e sempre gostei de escrever. Acredito que as duas coisas caminham juntas, ainda que sejam dons diferentes. Para falar em público existem alguns critérios essenciais: ter o que falar, não ter inibição, saber improvisar. E tenho aprendido que o importante, na arte de falar em público, é usar linguagem simples, compreensível, pronunciar bem as palavras e sobretudo, manter a leveza e a beleza da língua portuguesa.

Foi criticado quando decidiu entrar para a Igreja? Teve o apoio da família e de amigos?
Decidir pela vida no seminário não é fácil, as pessoas ainda não conseguem entender muito bem o que leva um jovem a decidir-se pelo serviço exclusivo à Igreja. Mas para quem sente em si o chamado de Deus, tudo é muito claro e não dá para não responder aos apelos de Deus. Graças a Deus, inclusive, minha família me apoiou desde o início, meus pais ficaram felizes e nunca se colocaram contra minha vocação. Meus irmãos acharam estranho e nem acreditavam muito que eu chegaria até o fim, mas hoje todos me respeitam muito pelo fato de eu ter me tornado um padre na Igreja Católica.

Nesses seus 10 anos, quais os principais fatos que marcaram a sua trajetória como padre?
Só tenho a agradecer a Deus e aos meus amigos e companheiros de vida consagrada pelos meus dez anos como padre. Teria muitas histórias para contar, mas não há dúvidas de que foi meu ingresso no mundo da comunicação que me marcou profundamente. Eu jamais me imaginava trabalhando com rádio, televisão ou internet. Hoje posso dizer que grande parte desses 10 anos dediquei ao serviço do evangelho pela comunicação e sinto ter feito até agora um bom apostolado.

Você apresenta um programa na TV Aparecida. Acha a mídia importante para a religião? Como a mídia pode propagar a palavra de Deus?
Como disse, a comunicação é meu apostolado e meu trabalho como padre. Não estou na mídia porque sou um artista ou algo parecido, estou ali como um padre que tem a possibilidade de falar com as pessoas mediado por câmeras e microfones. Não tenho nenhuma dúvida que as mídias religiosas são hoje importantes e necessárias para que o Evangelho seja proclamado às pessoas! Os meios de comunicação são hoje o grande púlpito da Igreja e, por isso, é preciso muita responsabilidade para se posicionar na frente de uma câmera, por exemplo, e saber o que se dirá. Há muita gente olhando para você!

PERFIL
Nome: Evaldo César de Souza
Raio-x: Missionário redentorista, padre, nasceu em Bom Repouso, sul de Minas Gerais
Formação: Graduado em Filosofia (USF), Teologia (ITESP) e Jornalismo (FATEA) e pós-graduado em Gestão Executiva de Televisão pela FAAP.

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