Para economistas da RMVale, 2016 ainda será um ano difícil para o país
Questão política e desemprego são os principais apontamentos

Para os economistas Luiz Carlos Laureano, da Unitau (Universidade de Taubaté) e Roque Mendes, da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), 2016 ainda será um ano difícil para o Brasil. Ambos apontaram a questão política e o desemprego, como os principais problemas do país.
O economista da Unitau não acredita em uma melhora significativa da economia nos próximos dois anos. “Estamos realmente em um momento ruim da economia e acho que a recuperação será um pouco lenta. Já estou trabalhando com 2018 pra ter uma melhora realmente”, diz Laureano.
Para o economista, devido ao atual momento político do país, 2016 será um ano “bastante morno”. “Aí em 2017 já começa a melhorar e em 2018, se tudo der certo, as coisas voltam ao normal. Acredito que 2016 ainda será um pouco complicado para nós”, afirma.
Apesar da previsão, Laureano não acredita que 2016 seja pior que o ano passado. “Não sei se tão pior quanto, pode até ser que tenhamos uma ‘melhorazinha’ em 2016, mais ainda há a questão do desemprego e ficaremos patinando nisso”, conclui.
Roque Mendes também acredita que umas das questões que mais afetaram o país em 2015 foi o desemprego. “Todo brasileiro sentiu a crise que só foi piorando. Essa dificuldade foi bastante afetada no âmbito do desemprego, principalmente, nas indústrias automotivas. Sobrou produto e consequentemente, mão de obra”, comenta.
“Demissões na GM (General Motors) de São José e na Ford de Taubaté acabam ficando em evidência por serem grandes montadoras, mas por trás delas, há uma cadeia de pequenas empresas fornecedoras e que também demitiram”, diz Mendes.
Para o economista, o cenário é ainda mais preocupante se considerar que para cada um desempregado, há em média mais três pessoas que acabam afetadas. “Se uma empresa demite 100 funcionários, há em média mais 300 pessoas prejudicadas, que são os familiares desses desempregados. Ou seja, com uma demissão, todos da família deixarão de gastar”, comenta.
De acordo com Mendes, a desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar, a inflação e a perda de crédito do Brasil no exterior também afetaram a economia do país no ano passado e preocupam para 2016.
“O país depende de muita coisa importada e quando se fala na perda de crédito, normalmente, as pessoas assimilam ao governo federal. Mas a situação prejudica todos os níveis de pessoas e empresas. A matéria-prima do setor farmacêutico, por exemplo, é 70% importada”, diz Mendes.
“Acredito que precisaremos de três a cinco anos para termos uma melhora significativa. 2016 será um ano de decisões, se forem boas, a tendência é melhorar, caso contrário, entraremos num caos. Precisamos recuperar o crédito no exterior e os empregos que perdemos”, conclui Mendes.
Posts Relacionados

Dutra e Rio-Santos passam por recapeamento após fortes chuvas na região; veja datas e locais

São José disponibiliza cadastro facial para entrada no Estádio Martins Pereira

Vale Rodeio Show deve atrair mais de 100 mil pessoas em São José
