Para Nishimoto, redução da bancada na Alesp prejudica cidades menores

Eleito com 137.279 votos, Hélio Nishimoto (PSDB) inicia, em 2015, seu terceiro mandato como deputado estadual por São José dos Campos. Depois de duas gestões, uma cumprida por inteiro e outra assumindo a vaga após ser eleito suplente, o tucano assume o cargo com a menor bancada da RMVale na Assembleia Legislativa desde o início de sua trajetória como deputado.

Escrito por: João Pedro Teles4 min de leitura
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Eleito com 137.279 votos, Hélio Nishimoto (PSDB) inicia, em 2015, seu terceiro mandato como deputado estadual por São José dos Campos. Depois de duas gestões, uma cumprida por inteiro e outra assumindo a vaga após ser eleito suplente, o tucano assume o cargo com a menor bancada da RMVale na Assembleia Legislativa desde o início de sua trajetória como deputado.

Em entrevista ao Meon, Nishimoto se comprometeu a lutar pela implementação de escolas em período integral para a rede estadual da região e ainda defendeu o uso dos recursos hídricos do Vale do Ribeira como solução para a situação de crise dos reservatórios paulistas.

Sobre a diminuição do número de deputados estaduais na Alesp, o tucano prevê um mandato com mais dificuldades na captação de recursos e aprovação de projetos para a RMVale. De acordo com o parlamentar, com este panorama a tendência é que as menores cidades da região sejam as que mais sofram.

Apesar da votação expressiva, nesse seu terceiro mandato a RMVale vai contar com a metade das cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado. Quanto a região perde com isso?
Primeiro, acho que os eleitores do Vale do Paraíba têm que olhar mais para a região e eleger políticos locais para que a RMVale aumente sua representatividade. Com a situação que temos hoje, corre-se o risco de diminuição dos recursos tanto do Estado quanto da União para ajudar cada município, principalmente aqueles menores e mais carentes dessas verbas para manterem sua administração. Eles dependem muito do Fundo de Participação dos Municípios.

Como fica o seu trabalho em meio às limitações que a diminuição da bancada lhe impõe a partir do ano que vem?
De qualquer forma tenho que trabalhar em favor da Região Metropolitana do Vale. Com o número menor, vou ter que me desdobrar para atender ao máximo todos os 39 municípios e talvez venha a ter que selecionar algumas prioridades em detrimento de algumas outras que talvez não consiga atingir.

Em sua campanha o senhor defendeu a escola em período integral, o que vai ser feito no seu mandato para que essa política na educação seja ampliada?
Quero incrementar a escola de ensino integral em toda a rede estadual da RMVale. Acho que essa política oferece uma oportunidade de transformação principalmente na motivação do aluno, que passa a ter uma interação maior com o corpo docente e com os colegas. Para que isso aconteça é preciso aumentar a captação de financeiros disponibilizados pelo Estado, verba que será aplicada para contratação de mais profissionais e para o custeio da parte material que passa a ser necessária depois de implementado o ensino integral.

O que o seu eleitor pode esperar do senhor em relação ao combate à crise hídrica na região?
A gente vai defender nossa região por meio de conversas para que não se retire água do Rio Paraíba do Sul, que também já vem sofrendo com índices negativos. Paralelo a isso, vamos trabalhar para que o governo do Estado apóie investimentos maciços na região do Vale do Ribeira, que pode fornecer água para a capital e diminuir o risco de falta d’água e racionamento. Isso depende de investimento financeiro e também contar aí com uma chuva abundante para abastecer os reservatórios. Seria uma solução em longo prazo.

A RMVale apresenta sucessivamente os maiores índices de violência do interior do estado. Qual será sua atuação neste mandato para mudar essa realidade?
Eu já tenho gradativamente conversado sobre as necessidades aqui do Vale do Paraíba. Então a solução para cobrir o déficit que nós temos na Polícia Civil, principalmente de escrivães e de investigadores, já está bem adiantada e existe previsão de contratação de novos profissionais para suprir um pouco essa demanda. Já em relação a Polícia Militar, concursos já estão abertos para contratação de 5 mil policiais de imediato até o final do ano para o estado e, parte deste efetivo, queremos trazer para a RMVale. Em 2015, estamos esperando que haja vagas abertas para mais 10 mil policiais. Essa perspectiva nos deixa mais tranquilos em relação ao efetivo, mas temos ainda que rever o plano de carreira e estudar o aumento de favorecimento financeiro.

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