Paraibuna realiza o 14º Festival Gastronômico do Cambuci
Consumo da fruta é importante para combater o estresse

Paraibuna realiza até domingo (20), o 14º Festival Gastronômico do Cambuci, na Praça da Matriz. Um dos destaques será o seminário “Frutas Nativas e Agrofloresta, Restauração e Geração de Renda Rumo à Soberania Alimentar”.
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Além da venda de produtos derivados do Cambuci e de outras frutas nativas, haverá workshops, aulas-show e visitas técnicas. O objetivo, segundo a presidente do Instituto H&H Fauser, que organiza o evento, Amely Fauser, é sensibilizar técnicos de prefeituras, organizações da sociedade civil e produtores rurais. “A ideia é debater as oportunidades e desafios que existem para que essas frutas possam se transformar numa potencial fonte de recursos, tornando-se uma cadeia de valor, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação ambiental e a segurança alimentar”, afirma Amely.
O Festival também contará ainda com participantes de outros municípios que fazem parte da Rota Gastronômica do Cambuci.
O seminário, que acontece nos dias 18 e 19, discutirá diversos temas e contará com a mediação e participação de representantes de órgãos públicos, produtores e organizações civis. Além das mesas-redondas, serão realizadas visitas técnicas a uma unidade demonstrativa de agrofloresta de frutíferas nativas, a uma agroindústria de processamento de frutas nativas e a uma propriedade rural, ambas em Natividade da Serra.
Haverá workshop sobre o uso gastronômico das frutas, organizado pelo Senac de São José dos Campos e aula-show com o chef André Aquino, nos dias 18 e 19 de agosto.
Cambuci – Segundo estudiosos, o nome kãmu-si é de origem tupi guarani e significa pote d’água por ter a fruta o formato semelhante a um vaso de cerâmica; outros preferem a junção das palavras camb+cy, o que significa “seio de mãe”. A árvore do Cambuci, que já esteve em risco de extinção, pode alcançar até oito metros de altura e produzir até 200 kg de fruta por safra.
O Cambuci é rico em vitamina C e fonte de antioxidantes, importante para o combate ao estresse, prevenção do envelhecimento e doenças degenerativas, além de ter um potencial inibidor de enzimas relacionadas com a incidência de diabetes tipo 2. Além do uso em receitas de sobremesas e outros pratos, também é muito utilizado na produção de licores e na cachaça.
O evento é promovido pelo Instituto H&H Fauser, Departamento de Planejamento e Turismo e Fundação Cultural Benedicto Siqueira e Silva com apoio da Atlas Florestal, The Nature Conservancy Brasil (TNC), Câmara Municipal e Casa da Agricultura.

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