Paulo Skaf relembra trajetória e diz que atuação no setor têxtil foi crucial

Paulo Skaf nasceu no dia sete de agosto de 1955 na maternidade Promata Paulista, na cidade de São Paulo, é filho de um imigrante libanês com uma carioca, têm três irmãs e é o caçula da família. Trabalhou 22 anos no setor têxtil e sua presidência á frente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) foi crucial para a vida política. “Foi nesse período que meu nome começou a rodar”, afirma.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro5 min de leitura
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Paulo Skaf vai se candidatar a governador de São Paulo em 2014

Warley Leite/Meon

Nascido em 7 de agosto de 1955 na Maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo, Paulo Skaf é o caçula de quatro filhos de um imigrante libanês com uma carioca.

Formado no tradicional colégio Santo Américo, em São Paulo, Skaf estudou até o terceiro ano de administração de empresas no Mackenzie, curso que trancou para se dedicar ao trabalho na empresa têxtil do pai.

O setor no qual trabalhou por 22 anos e lhe rendeu a presidência da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) foi crucial para sua carreira política, “foi nesse período que meu nome começou a rodar”.

Atualmente, é presidente da Fiesp e Ciesp (Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), do Sesi-SP (Serviço Social da Indústria de São Paulo), do Senai-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo) e do IRS (Instituto Roberto Simonsen).

Em entrevista ao Meon, o empresário pai de cinco filhos relembrou sua trajetória profissional, comentou sua relação com a RMVale e falou sobre sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo nas eleições de 2014.

Qual sua ligação com Pindamonhangaba?
A empresa tinha unidades espalhadas por São Paulo e eu precisava centralizar os negócios. Surgiu uma fábrica em Pindamonhangaba como boa opção e fui pra lá. Tempos depois comprei um apartamento atrás da empresa e, em seguida, uma casa. Cheguei na cidade através da fábrica.

Por que você vendeu a empresa têxtil?
Percebi que as concorrências chinesa e coreana estavam fortes e decidi tomar uma medida drástica: vender a empresa e redirecionar meus negócios. Acabei indo para o setor industrial e imobiliário. Em seguida, surgiu a oportunidade de presidir a Abit.

Como foi o seu trabalho à frente da associação?
Quando assumi, o setor era completamente desunido e deficitário na produção de algodão. Produzia 350 mil toneladas, consumia 750 mil e importava mais da metade. Fiquei seis anos na presidência e deixamos a associação com um balanço comercial superavitário, com produção de um milhão de toneladas. Foi nesse período que meu nome começou a rodar no meio, o que me credenciou como potencial candidato a presidente da Fiesp.

E a presidência na Fiesp como aconteceu?
Pouca gente acreditava [que venceria a eleição] porque a Fiesp era uma entidade situacionista, mas fomos eleitos com 60% dos votos quebrando esse paradigma. O mais interessante foi a reeleição por duas vezes com 99,8% dos votos. Estou no segundo mandato de quatro anos. Como presidente da Fiesp, também comando Senai e Sesi-SP, Ciesp e IRS.

Nos últimos dois meses, você esteve diversos dias divulgando investimentos na RMVale. Como foi recebido no berço político do Geraldo Alckmin?
Sou recebido muito bem, porque em todos os lugares do estado fazemos várias coisas. Somente no Sesi-SP são 500 mil matrículas previstas, 16 faculdades, 84 escolas móveis, o PAF (Programa Atleta do Futuro) já possui 109 quadras, 42 campos society e 50 piscinas, com todos esses trabalhos só faltava sermos mal recebidos por alguém [risos]. Além disso, também recebo as pessoas muito bem, então não tem porque ser mal recebido.

Em 2010, você se candidatou para governador de São Paulo. Como você entrou na política?
Em 2009 estava cansado de ver as coisas erradas na gestão pública e fiquei pensando durante meses se me filiaria a algum partido. Para se filiar é preciso pensar dez vezes por causa da imagem dos políticos. Você trabalhou a vida toda para ter uma alma limpa, ser respeitado e, de repente, pode entrar num campo complicado. Pensei no PMDB por não ter um posicionamento radical. Não gosto de radicalismo e o partido estava muito quieto em São Paulo. Mas, na época, o [Orestes] Quércia estava com outros pensamentos e não me sentia confortável, mesmo tendo sido convidado pelo Michel Temer. Acabei indo para o PSB e foi interessante pois sai de 0,5% para 5% das intenções de voto.

Vai se candidatar em 2014? Quais serão seus adversários políticos?
Em 2012 o Michel Temer me convidou para ser candidato a prefeitura, mas tinha acabado de ser reeleito na Fiesp e não achava certo deixar o cargo. Em 2 de junho vou me licenciar de todas as presidências e disputar as eleições para governador novamente. O tempo é que vai mostrar e o eleitor quem vai definir quais vão ser os candidatos fortes e fracos.

Em entrevista para a FGV, você disse que acredita na força do destino. Qual acredita ser o seu?
Eu acredito, mas não tenho bola de cristal. E seria até falta de humildade minha dizer qual é meu destino. Não sei nem se vou estar vivo no dia primeiro de 2015! Mas acredito que cada um de nós tem uma missão na vida.

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