Petiti entra na disputa para ser o líder do governo na Câmara de São José
Vereador se tornou popular com a Farmácia Comunitária, criada há 36 anos


Vereador ganhou popularidade com a Farmácia Comunitária
Divulgação
Um dos nomes apontados nos bastidores para a escolha do líder do governo de Felicio Ramuth (PSDB) na Câmara de São José dos Campos é o do vereador Fernando Petiti (PSDB), eleito com 9.961 votos para o quarto mandato. O parlamentar ganhou ganhou popularidade com o trabalho social da farmácia comunitária, fundada pelo seu pai e ex-vereador Aloísio Petiti há 36 anos.
Relator da Comissão de Justiça, Redação e Direitos Humanos, Petiti contou que São José passa por uma fase crítica e precisa enxugar a máquina pública, administrar com austeridade e utilizar melhor os recursos públicos.
“Meu nome foi cotado, mas a escolha do líder de governo cabe exclusivamente ao prefeito. Na Câmara, já fui líder de governo do prefeito Eduardo Cury. É uma função que deve ser desempenhada com muita responsabilidade, seriedade e com muito diálogo”, disse. “São José saiu de uma administração irresponsável e pouco comprometida com a cidade”, completou.
Neste momento em que a cidade passa por uma crise que afetou até a prestação de serviços básicos ao cidadão e precisa se recuperar, segundo o vereador, Petiti contou que é importante o governo ter o apoio da Câmara para aprovar projetos como a reforma administrativa da prefeitura.
Leia abaixo a entrevista na íntegra:
Meon: Você é um dos nomes cotados para ser líder de governo. Como pretende representar os interesses do governo de Felicio Ramuth na Câmara?
Petiti: Meu nome foi cotado, mas a escolha do líder de governo cabe exclusivamente ao prefeito. Na Câmara, já fui líder de governo do prefeito Eduardo Cury. É uma função que deve ser desempenhada com muita responsabilidade, seriedade e com muito diálogo.
Meon: Avalie o atual cenário político em São José dos Campos.
Fernando Petiti: É um momento de mudança, de enxugar a máquina pública, de administrar com austeridade e utilizar melhor os recursos públicos. São José saiu de uma administração irresponsável e pouco comprometida com a cidade. Deixou dívidas, fez obras a toque de caixa no ano de eleição que não eram prioritárias para a população, cortou serviços, deixou a cidade sem manutenção e até sem coleta de lixo. E, o mais grave, comprometeu o atendimento da Saúde.
Mas é também um momento de esperança. O joseense elegeu uma nova administração confiando num novo modelo de gestão. Agora ele espera que a cidade volte a ter equilíbrio financeiro, volte a ter uma boa manutenção e avance nos serviços essenciais, como saúde, educação e segurança.
Meon: Avalie a reforma administrativa do prefeito Felicio Ramuth.
Petiti: A reestruturação administrativa anunciada pelo prefeito Felício reduziu de 23 secretarias para 14. São 9 secretarias a menos. Do ponto de vista financeiro, a reforma é necessária para conter despesas e enxugar a máquina. O governo do PT deixou uma dívida de R$ 306 milhões. Desse total, R$ 185 milhões são devidos a fornecedores. Na saúde, o PT deixou dívidas de quase R$ 12 milhões, inclusive com a SPDM, que administra o Hospital Municipal, no valor de R$ 4,2 milhões.
Outro ponto positivo dessa reestruturação administrativa foi fundir secretarias com assuntos afins. Um exemplo é a nova Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade que uniu planejamento como desenvolvimento sustentável (Meio ambiente). Outro exemplo é a Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico. Essas fusões resultam em menos gastos, cargos comissionados e burocracia.

Eleito com 9.961 votos, Petiti entra no quarto mandato
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Meon: O PSDB volta ao comando da principal cidade do RMVale. Qual é a análise que você faz?
Petiti: Nesse momento em que a cidade passa por uma crise que afetou até a prestação de serviços básicos ao cidadão e precisa se recuperar, é muito importante que o governo tenha o apoio da Câmara para aprovar projetos e medidas importantes. Quando foi oposição, o PT sempre fez tudo para atrapalhar o governo do PSDB, mesmo que isso prejudicasse a população e a cidade. Além disso, o fato de o mesmo partido comandar o Legislativo e o Executivo não significa que a Câmara e os vereadores vão abrir mão de fiscalizar as ações da administração municipal, independente de quem seja o prefeito.
Meon: Como planeja desenvolver o seu papel no novo mandato?
Petiti: Em primeiro lugar, com muita responsabilidade não só no primeiro ano, mas durante todo o mandato como sempre tem sido a minha atuação na política. Especificamente nesse primeiro ano é importante apoiar o governo a vencer a crise. O apoio significa não só aprovar projetos de interesse público, mas fiscalizar, sugerir, criticar e apontar erros quando necessário.
Meon: E o que pretende priorizar?
Petiti: Muitas coisas surgem de necessidades, sugestões e pedidos da população. Mas vou priorizar bandeiras que sempre defendi: sossego público, saúde, proteção animal e empreendedorismo. Principalmente agora que o país vive uma crise econômica sem precedentes deixada pelo PT, o empreendedorismo deve ser incentiva através de políticas públicas.
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