Lava Jato cumpre mandado em Ubatuba; Paulo Preto é preso em SP

Taubateano acusado de ser operador financeiro teria movimentado R$ 130 milhões

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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O alvo é um operador financeiro suspeito de ter fornecido recursos para a Odebrecht

Reprodução/Agência Brasil/Marcelo Camargo

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita abriram nesta terça-feira, 19, a Operação Ad Infinitum, 60ª fase da Lava Jato. Um total de 46 policiais federais cumprem um mandado de prisão e 12 mandados de busca e apreensão em Ubatuba, São Paulo, São José do Rio Preto e Guarujá.

A PF ainda não informou quem é o alvo do mandado de busca e apreensão em Ubatuba.

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso em São Paulo pela PF.  Ele é apontado como operador de esquemas que envolvem o PSDB e um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht entre 2007 e 2017. As transações superam R$ 130 milhões, saldo de contas controladas por Paulo Preto, na Suíça, no início de 2017, segundo o Ministério Público.

Natural de Taubaté, Paulo Preto dirigiu a Dersa nos governos de Geraldo Alckmin (2005 e 2006) e José Serra (2007 a 2010), em São Paulo.

Em nota, o Ministério Público Federal informou que a Operação Ad Infinitum aprofunda a investigação ‘de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu, além de Paulo Vieira de Souza, os operadores Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017′. As transações investigadas superam R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Vieira de Souza na Suíça no início de 2017.

Em nota, a PF informou que o objetivo da ação é apurar a existência de um complexo e sofisticado método de lavagem de dinheiro envolvendo o repasse de quantias milionárias ao chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, por meio da atuação de operadores financeiros, entre os anos de 2010 a 2011, para que a empresa irrigasse campanhas eleitorais e efetuasse o pagamento de propina a agentes públicos e políticos no Brasil.

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O engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso nesta terça-feira pela PF

Arquivo

O nome da operação remete ao fato de o caso parecer tratar de mais uma repetição do modo de atuação de alguns integrantes da organização criminosa, remetendo a um ciclo criminoso que nunca termina. Também foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações colhidas dos próprios funcionários da Odebrecht e de doleiros investigados em fase anteriores da operação e permitiu apurar que, entre os anos de 2010 e 2011, um dos investigados mantinha em território brasileiro cerca de R$ 100 milhões em espécie, relativamente aos quais, conseguiu, ao longo deste período, repassar ao Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, a fim de possibilitar que esta fizesse caixa para financiamento de campanha eleitorais e pagamento de propina a agentes públicos.

Para tanto, a fim de ver recebido o dinheiro de volta, após o empréstimo ilícito, o investigado principal se valeu de cooperação de operadores financeiros que atuavam lavando dinheiro devolvidos pela Odebrecht por meio de empresas e contas no exterior que passavam assim a justificar os recursos usados indevidamente.

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