PIB de São José faz 40 dias de vigília de oração pelas Eleições 2014
Até as eleições de 5 de outubro, a PIB (Primeira Igreja Batista) de São José dos Campos realiza vigílias e encontros tendo a religião como tema central. Os eventos estão inseridos na campanha 40 Dias de Oração pelas Eleições.


Evento foi criado para ajudar fiéis a participar mais ativamente da política
Flávio Pereira/Meon
Até as eleições de 5 de outubro, a PIB (Primeira Igreja Batista) de São José dos Campos realiza vigílias e encontros tendo a religião como tema central. Os eventos estão inseridos na campanha 40 Dias de Oração pelas Eleições.
O objetivo, de acordo com os organizadores, é fomentar o voto consciente e orar pelo bom andamento do processo eleitoral no país. Durante as vigílias, que acontecem nas madrugadas das sextas-feiras, além dos shows musicais de adoração, os fieis também participam de pregações que fazem referência às eleições.
Durante as vigílias, a maioria do público é formada por jovens que defendem a igreja como um local de debate de ideias sobre candidaturas e propostas. Para os fieis, as orientações têm ajudado a aumentar o interesse sobre o assunto, que também já faz parte das conversas dentro de casa.
“Formamos um grupo bem heterogêneo. Há quem já se interessa por política, mas também existem aqueles que estão conhecendo melhor o que faz um deputado ou um senador durante os eventos. Tenho visto muita gente que não discutia sobre política começar a dividir o assunto em casa, com a família”, afirma Luiz Carlos Geraldi Filho, representante da juventude na igreja.
Um dos debates que vem movimentando a corrida eleitoral, a influência da religião nas campanhas, é tratado aparentemente sem tabus nos eventos promovidos pela igreja. A estudante Raissa Hardt, 23 anos, por exemplo, acredita que o tema vem ganhando mais destaque do que deveria.
“Acho muito inconsistente a pessoa votar ou rejeitar um candidato só por causa de sua orientação religiosa. Ao invés disso, acho melhor analisar as propostas de cada um, seu histórico político. E é o que fazemos nos eventos da igreja”, afirma.
Já o militar Caio Barbosa, 26 anos, afirma que, além dos eventos promovidos pelo programa da PIB, ações dos próprios fiéis também fazem parte das medidas pelo voto consciente. Barbosa afirma que está montando um grupo de estudos para discutir política com os colegas.
“A ideia é que a gente tenha um horário para conversar sobre as propostas e, principalmente, pesquisar o histórico de cada um dos candidatos. Dessa forma, conseguimos comparar o que eles estão prometendo com o que já fizeram em sua trajetória”, afirma.
Direcionamento
Os organizadores rechaçam que haja qualquer intenção de direcionamento político nos eventos promovidos pela PIB até a data das eleições. De acordo com Geraldi Filho, não há menção de candidatos durante as ações.
“Não há nada disso, de indicar partidos ou candidatos. A questão é mesmo de esclarecer como funciona o processo eleitoral, quais as atribuições de cada político e com a população pode participar mais ativamente da vida política”, diz.
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