Pinda discute rebaixamento de linha férrea em audiência pública
Projeto de R$ 251 milhões coloca Prefeitura e Câmara lado a lado

Uma audiência pública na Câmara debateu, entre autoridades e população, a viabilidade do rebaixamento da linha férrea na região central de Pindamonhangada. O projeto foi anunciado em 2009. A audiência foi organizada pelo vereador Osvaldo Macedo Negrão (PMDB), e teve a participação do prefeito VitoArditoLerário (PSDB), secretários e diretores da administração municipal, vereadores, representantes do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), da Contécnica, empresa responsável pelo projeto e população.
Segundo o Professor Osvaldo, a audiência foi convocada para que o assunto pudesse ser debatido com os responsáveis e confirmar se o projeto é viável para a cidade. “Desde 2009 que não se falava nada sobre esse projeto, então consultei em Brasília, por meio do DNIT, e foi confirmado que o rebaixamento da via férrea em Pinda é viável em todos os aspectos, inclusive ambiental”, afirmou.
Durante a audiência, o prefeito declarou ser favorável ao projeto, argumentando contra os boatos de que ele não estaria inclinado a dar seguimento com esta proposta, preferindo a construção de túneis ao rebaixamento. Esteve presente também na audiência, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Álvaro Staut Neto, da gestão municipal de 2009-2012. Ele falou sobre o projeto, encomendado à empresa Contécnica, mostrando imagens da proposta e de como as passagens de níveis ficariam hoje, e a parte de urbanização que deverá ser feita na área central.
O especialista do DNIT, Adelívio Peixoto, explicou que o projeto ainda é básico e está em análise, mas reafirmou que sua execução é viável. O projeto deve ser incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para que entre em processo licitatório, e então ser elaborado o plano de execução e dar início às obras.
De acordo com Peixoto, os principais pontos que levaram o DNIT a assumir o projeto foram a grande incidência de acidentes nas passagens em nível, interferência no trânsito local, além do custo elevado, não suportado praticamente por nenhum município brasileiro.
O projeto está orçado em cerca de R$ 250 milhões, sendo que a contrapartida do município, de 10%, já foi acertada anteriormente. Ainda não há uma data definida para as obras. Caso o projeto não seja finalizado até o meio do ano, a prorrogação será realizada automaticamente pelo departamento, que dará continuidade.
Mesmo sem data definida, o vereador Osvaldo afirma que a obra trará benefícios ao município. “Foi uma audiência pública onde todo mundo saiu satisfeito, foi muito democrática, todo mundo falou e o público pôde fazer perguntas. O rebaixamento agora é um projeto real. Não foi uma audiência política, foi uma audiência para a população, que saiu ganhando”, concluiu.
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