Estudante de Direito de 23 anos é sepultada após ser morta a tiros em Pindamonhangaba

Lívia Berthoud foi assassinada na segunda-feira (10); segundo a Polícia Civil, jovem tinha medida protetiva contra o ex-companheiro, apontado como suspeito

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
Reprodução
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A estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, foi sepultada na manhã desta terça-feira (11), em Pindamonhangaba, um dia após ser assassinada a tiros. O crime aconteceu na segunda-feira (10), em uma praça da cidade, e é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Segundo as informações divulgadas pela investigação, Lívia havia registrado um boletim de ocorrência por violência doméstica e obtido uma medida protetiva contra o ex-companheiro, identificado como Carlos Eduardo. Familiares relataram às autoridades que o homem não aceitava o fim do relacionamento e já teria feito ameaças contra a jovem.

Lívia foi encontrada sem vida em uma praça localizada na Rua Sebastião. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local.

Após o crime, testemunhas indicaram o ex-companheiro como suspeito. Policiais foram até o endereço dele e o encontraram ferido. Ele foi encaminhado para atendimento médico e permanece internado sob escolta policial, sem condições de prestar depoimento neste momento.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do assassinato e deverá ouvir o suspeito assim que houver condições clínicas. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba.

Estudante de Direito

Lívia era estudante de Direito da Universidade de Taubaté (Unitau) e também realizava estágio na área jurídica. A morte da jovem provocou comoção entre familiares, amigos e pessoas ligadas à universidade.

O sepultamento ocorreu nesta terça-feira, no Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, onde familiares e amigos se despediram da jovem.

A investigação deverá apurar a dinâmica do crime, as circunstâncias que antecederam o assassinato e o eventual descumprimento da medida protetiva concedida à vítima.

O caso reacende a discussão sobre a violência contra a mulher e a importância da adoção de medidas de proteção diante de situações de ameaça e violência doméstica.

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