Plano Diretor de Taubaté é aprovado e aguarda sanção de Ortiz Junior

Projeto prevê elevação no número de áreas para comércio e serviços

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Patrimônios históricos como o prédio da CTI (foto) terão raio de proteção

Divulgação

O novo Plano Diretor de Taubaté deve ser sancionado pelo prefeito Ortiz Junior (PSDB) deve ser sancionado nos próximos dias.

A proposta foi aprovada por unanimidade durante sessão de Câmara na última segunda-feira (10).

Entre as novidades, a proposta estabelece zonas de desenvolvimento econômico para os distritos industriais, eleva o número de áreas para o comércio e serviços e ainda estabelece um raio de proteção ao redor de bens tombados da cidade.

O projeto corrige imperfeições e inadequações apontadas pelo Ministério Público no plano diretor vigente, que foi votado em 2011.

De acordo com o novo projeto, a cidade será dividida em quatro macrozonas: a rural, a de interesse ambiental, urbana e expansão urbana.

O projeto foi aprovado com 17 emendas entre as 18 sugeridas pelos parlamentares. A única que ficou de fora, de autoria da vereadora Loreny (PPS), pedia adiamento da cobrança de IPTU para a zona de expansão urbana, que concentra os bairros mais afastados.

Mesmo assim, a parlamentar avalia como positivas as mudanças propostas pelo novo Plano Diretor da cidade. Ela ressalta o compromisso com uma equipe técnica.

“No fim das contas a impressão foi positiva. Tivemos a participação de diversos setores da sociedade, além de contarmos com o compromisso de pessoas técnicas, concursados de carreira, que se debruçaram uma série de apontamentos”, afirma.

Adensamento e mobilidade

Urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura da Unitau (Universidade de Taubaté), Carlos Eugênio Monteclaro aponta erros e acertos da nova proposta.

Na balança, o adensamento proposto pelo projeto pesa pra o lado positivo. O urbanista explica que a cidade mais compacta oferece facilidades e compensa déficits no transporte.

“É uma cidade onde as pessoas ficam mais próximas do que precisam fazer durante o dia. Isso facilita os deslocamentos e melhora a qualidade de vida”, afirma.

Mesmo assim, o especialista vê problemas. A definição de um raio de proteção aos patrimônios da cidade e a questão do deslocamento são pontos que podem se tornar problemáticos no futuro.

“Esse raio, por exemplo, deve ser muito bem discutido. A proposta pode, inclusive, impedir a construção de uma infraestrutura que dê assistência ao próprio patrimônio, como restaurantes, por exemplo”, diz.

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