Polícia Militar cobra apoio do MP para inibir ‘fluxos’ em São José
PM diz que repassou o nome dos organizadores ao Ministério Público


Prefeitura de São José dos Campos intensificou os ações de combate aos fluxos em toda a cidade
Arquivo
A Polícia Militar cobra apoio do Ministério Público para inibir os ‘fluxos’ em São José dos Campos. A corporação destaca que a união com o órgão jurídico deve favorecer no trabalho de prevenção, conseguindo chegar nos supostos organizadores e barrar a realização de novos eventos semelhantes.
Durante uma reunião com demais outros órgãos de segurança, o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) e representantes do executivo, na última sexta-feira (4), o capitão da PM, Sadi Fernando Stamborowski, contou que o comando da Polícia Militar teria a identificação dos responsáveis pela organização dos ‘fluxos’ e que teria repassado ao MP, qual este não teria se prontificado em prestar o apoio preventivo.
“Nós sabemos quem está se reunindo. E quando sabemos, levamos ao Ministério Público, para que seja feita uma coisa que é o Termo de Ajuste de Conduta. Mas a nossa conduta não esta tendo muito reforço ou aplicabilidade disso”, declarou o capitão Sadi.
De acordo com os dados da PM, desde o mês de abril o trabalho de combate aos ‘fluxos’ foi intensificado, como novas ações em conjunto com a Secretaria de Proteção ao Cidadão neste mês de maio.
“Em 1º de abril implantamos a escala intensificada, descobrindo a problemática de perturbação de sossego e agora trabalhando na atividade de prevenção. Somente neste primeiro mês, com as equipes da atividade delegada, foram feitas 115 escalas e 1200 deslocamentos para atender denúncias de ‘fluxos’”, explica.
Somente em abril, foram 1.200 deslocamentos para atender denúncias de ‘fluxos’
Sadi Stamborowski Capitão da PM
O grupo da atividade delegada designado para esses casos foi intitulado de ‘Patrulha da Peturbação do Sossego’, iniciado nos primeiros meses do ano nas sextas-feiras e sábado, agora expandido para todos os dias da semana.
Por esse avanço, no trabalho de prevenção e em outras ações, que o capitão da PM acredita na necessidade da participação do Ministério Público.
“Gostaria muito que o nosso Ministério Público nos ajudasse nessa atividade também. Porque acredito que essa ação poderia nos ajudar bastante nessa parte. É um evento que existe perturbação, é de baixíssimo potencial ofensivo, mas não é simples. Nós não queremos conflito, por isso é delicado depois de ter 200 a 300 pessoas reunidas e um evento criminoso no meio, a Polícia Militar entrar ali para retirar uma ou outra pessoa identificada como o possível organizador”, destaca o capitão da PM, Sadi Fernando Stamborowski.
O MP
O Meon entrou em contato com o Ministério Público questionando sobre as acusações da falta de participação nas ações de prevenção e combate ao ‘fluxo’, mas não obtivemos retorno até o fechamento da reportagem.
O Ministério Público é um órgão independente e não pertence a nenhum dos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. O papel do órgão é fiscalizar o cumprimento das leis que defendem o patrimônio nacional e os interesses sociais e individuais, fazer controle externo da atividade policial, promover ação penal pública e expedir recomendação sugerindo melhoria de serviços públicos.
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