Policial torturado e morto é sepultado em São José; autor segue foragido
Principal suspeito é um amigo da vítima; dívida teria motivado crime

O corpo do policial civil Alessandro Rodolfo de Alvarenga, encontrado morto em um galpão da zona sul de São José dos Campos na madrugada desta quinta-feira (18), foi sepultado nesta tarde no cemitério Maria Peregrina, em Santana, região norte da cidade. Durante o velório, na Urbam, o clima foi de muita comoção entre familiares e amigos.
Uma sobrinha do policial disse que Kadu, como era conhecido, tinha proximidade com o homem apontado pela polícia como o principal suspeito do crime. “Já o conhecia, chamava de amigo, há algum tempo chegou a nos apresentar. Era alguém próximo ao Kadu. Não era apenas conhecido”, contou.
O policial trabalhava havia 25 anos na Polícia Civil e atuava havia pouco tempo no 50 º Distrito Policial da capital. Antes, trabalhou em São José e estava na cidade havia aproximadamente um mês, período em que vinha cumprindo licença-prêmio.
A execução de Kadu teria sido motivada por uma dívida de R$ 18 mil. O policial era divorciado e pai de três filhos.

O policial Alessandro Rodolfo de Alvarenga
Reprodução/Facebook
Crime
Segundo a polícia, o corpo foi encontrado com sinais de tortura dentro de um caminhão-baú em um galpão na zona sul da cidade.
Kadu foi morto com uma marretada na cabeça. Duas mulheres foram presas suspeitas de envolvimento no crime. Segundo as investigações, uma das mulheres envolvidas com o crime mantinha um relacionamento com o policial morto.
As duas mulheres presas disseram, em depoimento, que foram contratadas por um homem para atrair a vítima até uma emboscada. As investigações indicam que a motivação do crime teria sido uma dívida que não teria sido paga pelo autor do crime.
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