População de Pinda reclama do novo preço da passagem de ônibus

Com tarifa de R$ 3,20, usuários consideram aumento abusivo pela baixa qualidade do serviço prestado

Escrito por: Bruna Pires3 min de leitura
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Os usuários do transporte público de Pindamonhangaba estão reclamando do reajuste da passagem dos ônibus, que de R$2,85 passou a custar R$3,20. Segundo os usuários, principalmente das linhas que passam pelos bairros Ipê II, CDHU, Liberdade, Mantiqueira e Pasin, do distrito de Moreira César, a empresa Viva Pinda, que faz o transporte coletivo na cidade, não oferece qualidade no serviço.

As principais reclamações são sobre o atraso da saída dos ônibus, de poucos veículos para fazerem as linhas com maior fluxo de passageiros e nos horários de pico, além da superlotação. “Estamos tendo muita dificuldade, mesmo na questão dos ônibus. Às vezes a gente acaba ficando para trás, devido ao ônibus lotado. Não tem mais onde entrar pessoas, e mesmo assim insistem que dê um passo para trás para entrar mais gente”, relatou a fiscal de Farmácia, Fabíola Bonifácio, moradora do Ipê II.

A assistente de loja, Ruana Fialho, moradora do Mantiqueira, alega que para chegar no trabalho no horário tem de sair uma hora antes do normal ou andar até o outro bairro para pegar o próximo ônibus. “Se quiser chegar no horário você tem que sair uma hora antes do seu horário normal, no meu caso moro no Mantiqueira, primeiro ônibus lá é 6h da manhã, então se eu não pegar esse, tenho que pegar o outro lá no Pasin, e ter que andar 15 minutos até lá”.

A operadora de caixa Bruna Lopes também não concorda com o aumento da passagem. “Se tivesse esse aumento com uma melhora tudo bem, mas o problema é que não tem qualidade nenhuma. Tem gente que não consegue pegar o ônibus porque está lotado.

A professora Ana Luisa, que utiliza a linha Araretama/Cidade Jardim diariamente, afirmou que por ter poucos ônibus os motoristas correm para poder dar conta do horário. “Os motoristas andam sempre correndo, pois são poucos veículos para cobrir toda a área e os tempos de viagem”.

Outro lado
A prefeitura informou que o ajuste foi autorizado considerando os dados apresentados pela Viva Pinda. A prestadora dos serviços apresentou como proposta o reajuste para R$ 3,65, porém o chefe do Executivo teria recusado o valor, solicitando a tarifa de no máximo R$ 3,20, que fica abaixo da inflação entre dezembro de 2012 e janeiro de 2015, de 15,62%.

Em nota, a prefeitura também afirmou que levou em consideração o reajuste de combustíveis anunciados nos últimos dias e analisou as tabelas de custos apresentadas pela empresa. O gerente da Viva Pinda, João Machado, destacou que não é aumento de tarifa, mas sim, reajuste baseado no IPC (Índice de Preço ao Consumidor).

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