Por determinação da Justiça, Câmara de São José terá que cortar 21 cargos comissionados até final de janeiro
Proposta do presidente da Casa é extinguir uma vaga em cada gabinete


Vereadores durante sessão na Câmara de São José, que terá que cortar 21 cargos comissionados até janeiro
Arquivo/Meon
A Câmara de São José dos Campos deverá extinguir aos menos 21 cargos comissionados até o dia 28 de janeiro. A medida atende uma determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, que considera inconstitucional a atual proporcionalidade entre cargos comissionados de livre nomeação e os ocupados por servidores concursados.
O projeto de lei com a reestruturação do quadro de servidores será protocolado pelo presidente da Casa, vereador Juvenil Silvério, até o final da próxima semana. No entanto, a votação deverá ocorrer em janeiro, quando o Legislativo estará sob a presidência do vereador Robertinho da Padaria (PPS) .
De acordo com a Justiça, o número de cargos comissionados de livre nomeação (186) e os destinados a servidores de carreira (138) é desproporcional e indica preferência no recrutamento de servidores não concursados. Esse quadro estaria ferindo princípios constitucionais de proporcionalidade, moralidade e razoabilidade.
“Já conversei com o Robertinho e decidimos iniciar a tramitação agora porque ele não teria tempo hábil para elaborar o projeto e votar no prazo determinado pela Justiça. A proposta precisa passar pelas comissões e atender os prazos de emenda antes de ser colocado em votação”, justificou o tucano.
A proposta de Juvenil é cortar uma vaga em cada gabinete de vereador. Desde o ano passado, o parlamentares já perderam dois cargos de livre nomeação –as equipes contavam com nove comissionados e hoje contam com sete.
“Eles vão reclamar, mas não tenho outra escolha. Eu falo que a dor que eles sentem eu também estou sentindo, porque a partir de janeiro deixo a presidência da Câmara”, disse.
Na última reestruturação do quadro funcional da Câmara, foi estabelecido um percentual de 10% entre comissionados e de carreira, mas foi considerado pouco pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Apesar de o TJ não estabelecer um percentual, o acórdão estabelece que, se não houver a reestruturação das vagas comissionadas, vai prevalecer o percentual de 50% (metade das vagas destinadas à livre nomeação e metade a servidores de carreira).
O presidente eleito, vereador Robertinho da Padaria, disse que os parlamentares não terão muita escolha a não ser acatar o corte. “O Legislativo está muito desfalcado, perdemos muitos servidores nos últimos anos e não podemos deixar que isso prejudique o atendimento ao cidadão. Vamos tentar recuperar chamando aprovados em concurso ou, se necessário, fazendo um novo concurso público”, disse.
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