Terceira audiência por WTC tem baixa adesão popular em São José
Terreno no Jardim Aquarius onde o megaempreendimento pode ser construído Flávio Pereira/Meon Na terceira das cinco audiências públicas que discutem as mudanças de zoneamento necessárias para a instalação do WTC (World Trade Center) em São José dos Campos, as opiniões continuaram divididas quanto à vinda do megaempreendimento. O evento aconteceu na Casa do Idoso Leste […]


Terreno no Jardim Aquarius onde o megaempreendimento pode ser construído
Flávio Pereira/Meon
Na terceira das cinco audiências públicas que discutem as mudanças de zoneamento necessárias para a instalação do WTC (World Trade Center) em São José dos Campos, as opiniões continuaram divididas quanto à vinda do megaempreendimento. O evento aconteceu na Casa do Idoso Leste na noite desta quarta-feira (26).
Apenas 60 pessoas estiveram na audiência, que registrou 15 manifestações dos presentes. As reivindicações continuaram muito parecidas com o que foi visto nos dois últimos encontros. Praticamente todos são favoráveis ao investimento em São José, entretanto, a construção no terreno de 600 mil metros quadrados na avenida Cassiano Ricardo é a principal discordância.
Muitos dos que se manifestaram durante a reunião, questionaram a razão pela qual a prefeitura não disponibiliza outros terrenos para a construção do megaempreendimento. A sugestão é que sejam apresentados também locais onde não seriam necessárias mudanças de zoneamento para receber o complexo, como o Parque Tecnológico, por exemplo.
Com centro de convenções, shopping Center, hotel e prédio comercial, o WTC tem custo estimado em R$ 1 bilhão e, de acordo com a prefeitura, pode gerar até 7 mil empregos. Entretanto, a construção exigiria a alteração de zoneamento do terreno de 600 mil metros quadrados na avenida Cassiano Ricardo, onde o complexo seria construído.
Câmara
Presente no evento, o vereador Roniel Soeiro (PP) afirma que, mesmo com os esforços da prefeitura em apressar o processo de aprovação do megaempreendimento, a alteração da lei só deve ser votada pela Câmara em 2015.
“Não vejo como ser diferente. Tendo em vista que o ano do Legislativo termina em 11 de dezembro, apesar da pressa da prefeitura, a votação deve ficar mesmo para fevereiro ou março de 2015. A não ser que sejam convocadas uma ou duas sessões extraordinárias”, explica.
Para o parlamentar, outro assunto que vem se comentando nos bastidores da Câmara é a especulação imobiliária que a permissão para construções verticais no terreno pode causar. Como apenas 100 mil metros quadrados, dos 600 mil que o terreno possui , vão ser ocupados pelo WTC, o terreno restante poderá gerar mais adensamento de prédios.
“Fizemos uma conta e, nesse terreno que não vai ser utilizado pelo WTC, poderia ser construídos mais 30 torres no mínimo. Aquela é a única área livre do Jardim Aquarius. Imagine se for também tomada pelos prédios?”, questiona.
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