Preço da Cesta básica tem a maior alta dos últimos 18 anos na RMVale

O preço da cesta básica na região está 3,81% mais caro em março, se comparado com fevereiro de 2014, segundo pesquisa divulgada, nesta segunda-feira (14), pelo Nupes (Núcleo de Pesquisa Econômico-Social) da Unitau (Universidade de Taubaté. O valor é de R$ 1.184,70 em março contra R$ 1.141,18 de fevereiro de 2014.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Preço do feijão está 18,59% mais caro na região

Divulgacao/Seplande

O preço da cesta básica na região está 3,81% mais caro em março, se comparado com fevereiro de 2014. É o que aponta a pesquisa divulgada, nesta segunda-feira (14), pelo Nupes (Núcleo de Pesquisa Econômico-Social) da Unitau (Universidade de Taubaté). O valor é de R$ 1.184,70 em março contra R$ 1.141,18 de fevereiro de 2014.

Os dados da pesquisa foram colhidos em supermercados de São José dos Campos, Caçapava, Taubaté e Campos do Jordão e mostram que o acréscimo do valor é o mais alto dos últimos 18 anos (1996), quando a pesquisa começou a ser calculada pelo núcleo.

De acordo com os dados do Nupes, Campos do Jordão é a cidade com a cesta básica mais cara da região, com custo de R$ 1.194,11, seguido de São José dos Campos (R$ 1.185,81), Taubaté (R$ 1.189,59) e Caçapava, que obteve o menor índice, com valor de R$ 1.169,29.

Segundo o coordenador do Nupes, Luiz Carlos Laureano, a forma de economizar é pesquisar em diversos supermercados. “Os preços que realizamos pesquisas possuem variações e, por isso, nada melhor que procurar. O consumidor precisa gastar sola de sapato e pesquisar os melhores preços, além de substituir os itens mais caros”, ressalta.

A alta nos valores foi puxada pela variação do setor da alimentação, que registrou aumentou de 4,26% nos estabelecimentos do Vale do Paraíba. Os produtos de limpeza doméstica também influenciaram, com 2,65%. Já os itens de higiene pessoal caíram 1,47% na região.

Para o economista e professor Roque Mendes, a falta de chuva foi determinante na alta. “A razão deste aumento é a situação da safra, com a falta de chuva na nossa região. Projetamos ainda que esses preços se mantenham para os próximos três meses”, comenta.

Feijão
O preço do feijão carioquinha aumentou 18,59% devido à estiagem dos últimos meses, o que prejudicou a safra atual do produto. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) também alerta que a próxima colheita pode ser prejudicada e fazer com que os preços subam ainda mais.

Cenoura
Já o valor da cenoura caiu 15,89% em relação à pesquisa do mês anterior. A justificativa se deve ao elevado período de produção, que proporcionou a redução dos valores.

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