Preço do ovo aumenta 22% e interfere no valor da cesta básica na região

Aumento está relacionado à diminuição do consumo de carne na quaresma

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Preço do ovo aumenta 22% e influencia no valor da cesta básica na região

Divulgação

O preço do ovo teve um aumento de 22,27% em quatro cidades do Vale do Paraíba em março deste ano, na comparação com o mês anterior. Os dados são do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), que divulgou nesta terça-feira (14), sua pesquisa sobre o valor da cesta básica familiar na região.

O levantamento abrange as cidades de São José dos Campos, Caçapava, Taubaté e Campos do Jordão. De acordo com o IEA (Instituto de Economia Agrícola), o aumento no preço dos ovos pode ser atribuído ao maior consumo em substituição às carnes no período da quaresma aliado ao menor nível de postura com o final do verão.

A pesquisa mostra ainda que a cesta básica familiar em março de 2015 ficou 0,63% mais cara em relação ao mês anterior, no Vale do Paraíba. No mês passado, o custo para uma família-padrão brasileira com 5 pessoas e com poder de compra de 5 salários mínimos vigentes (R$ 788,00) totalizando R$ 3.940,00 foi de R$ 1.300,22 correspondendo a um acréscimo de 0,63 % em relação a fevereiro (R$ 1.292,11).

Em março deste ano, Caçapava continua como a cidade que tem o menor custo da cesta (R$ 1.293,69) e Campos do Jordão a que apresentou maior custo (R$ 1.312,56). Em São José dos Campos a cesta custa R$ 1.299,82 e em Taubaté R$ 1.294,80.

O item alimentação, que normalmente é o maior responsável pelo aumento da cesta, teve aumento de preços em todas as cidades do Vale do Paraíba. O valor ficou em R$ 1.160,76 e representa 89,27% do custo total da cesta.

Comparando a quarta semana de janeiro/2015 com a quarta semana de fevereiro/2015, dos 32 produtos de alimentação pesquisados, 21 sofreram aumento de preço, 11 redução. Além dos ovos (22,27%), os produtos que apresentaram as maiores altas de março para fevereiro foram o tomate (9,31%) e o pão francês (6,75%). Os produtos que apresentaram as maiores reduções foram a bisteca de porco (-6,84%), patinho (-4,21%) e mamão (-2,27%).

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