Prédios do Banhado: 24 anos de indefinição em São José dos Campos
Vinte e quatro anos após a construção dos prédios da Argon, na região do Banhado, em São José dos Campos, a prefeitura ainda não sabe o que fazer com a estrutura das torres. A destinação depende de estudos técnicos sobre o impacto da construção na via Banhado, uma avenida que deve interligar o centro até a zona oeste.


Torres da Argon seguem sem definicação em São José dos Campos
Flávio Pereira/Meon
Vinte e quatro anos após a construção dos prédios da Argon, na região do Banhado, em São José dos Campos, a prefeitura ainda não sabe o que fazer com a estrutura das torres. A destinação depende de estudos técnicos sobre o impacto da construção na via Banhado, uma avenida que deve interligar o centro até a zona oeste.
Construídos em 1990, os prédios foram abandonados depois que a empresa responsável faliu e não teve condições financeiras de gerenciar a obra. O local é usado como ponto de tráfico de drogas, por ser fácil entrar no prédio.
Em 2009, a prefeitura, na gestão Eduardo Cury (PSDB), comprou cada torre por R$ 1,5 milhão, mas nenhum projeto foi implantando para a recuperação da estruturação ou até mesmo a demolição.
Por meio de nota, o atual governo de Carlinhos Almeida (PT) afirma que “somente após a conclusão do projeto executivo da Via Banhado, que está em elaboração, será possível um posicionamento definitivo em relação ao futuro da torre em questão.”
A Secretaria de Obras informa que “desconhece a existência de qualquer processo para a demolição dos prédios adquiridos pelo município junto à empresa Argon”.
Construção
Já outras duas torres, localizadas na Vila Abel, foram compradas em um leilão em 2012 pela empresa Silva & Leão Incorporação Imobiliária para o projeto Minha Casa, Minha Vida. De acordo com a Secretaria de Obras, a construtora tem 36 meses para realizar a recuperação dos imóveis. As duas torres possuem 16 andares e 128 apartamentos, cada.
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