Prefeito de São José pede que GM reveja demissões e reabra negociação
Montadora demitiu 798 funcionários do complexo industrial da cidade


Prefeito de São José pede que GM reveja demissões e reabra negociação
Flavio Pereira/Meon
O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), pediu nesta segunda-feira (17) ao vice-presidente da General Motors do Brasil, Marcos Munhoz, que a montadora reveja as demissões feitas no complexo industrial da multinacional na cidade. Desde o dia 8 deste mês, 798 funcionários foram desligados da empresa.
No encontro, Carlinhos ainda defendeu que a GM abra nova negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos. Participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência & Tecnologia, Sebastião Cavali e o vice-presidente de manufatura da montadora, Luiz Carlos Peres.
“Fiz um apelo para que a empresa reveja a decisão de demitir e abra um processo de negociação. Eu entendo que uma alternativa para passarmos por esse momento, com o menor impacto social, passa pelo diálogo entre sindicato e direção da empresa”, afirmou o prefeito.
Os executivos da GM apresentaram na reunião dados sobre a conjuntura do mercado automotivo e a competitividade das unidades da montadora. Para Carlinhos, há alternativas para solucionar o impasse trabalhista em São José e recolocar a fábrica na rota de novos investimentos.
“Nós vamos lutar durante todo esse processo para recolocar as partes em diálogo. Para que a planta da GM não só se mantenha em São José dos Campos, como ela possa ter investimentos no futuro”, disse.
O prefeito irá se reunir nesta segunda-feira (17) com o presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas, Lorival Ferreira dos Santos. Nesta terça-feira, o Tribunal vai avaliar a situação da greve na unidade da GM de São José.
“Vou visitar o presidente do TRT para colocar nossa preocupação com as demissões, com o impacto social que elas têm na cidade, e solicitar que o Tribunal nos ajude nesse movimento pela negociação”, explicou o prefeito.
Demissões e greve
A GM demitiu 798 funcionários da planta de São José. Após o anúncio dos cortes, o Sindicato dos Metalúrgicos iniciou, no último dia 10, uma greve por tempo indeterminado, para que a montadora revertesse as demissões e também por uma redução na jornada de trabalho sem a diminuição dos salários.
Outro lado
O Meon entrou em contato com a GM, mas a montadora não retornou até o fechamento desta matéria.
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