Prefeito Ramuth, de São José, avalia manifestações do 7 de Setembro
O gestor comentou a pauta das manifestações, a atitude do presidente com relação ao judiciário e aproveitou para cutucar o PT

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth, participou nesta quinta-feira (9) de um programa da rádio Jovem Pan regional, em que comentou aspectos políticos das manifestações do Dia da Independência.
O gestor comenta a alta capacidade de mobilização do presidente, “quase que orgânica, diferente do que acontecia com a esquerda, onde ela sempre tem que estar ligada a sindicatos (…). Tanto é que, depois de mudar a lei sindical, o dinheiro foi diminuindo e a capacidade de manifestação da esquerda se diluiu completamente”.
Outra observação foi sobre a expectativa de parte da população e da mídia, que apostava “num tiroteio, com pessoas armadas, imprensa pedindo para que as pessoas não saíssem nas ruas. Não teve nenhuma estátua queimada”. Na opinião de Ramuth, os atos ocorreriam com ordem, “com base nas manifestações passadas”.
Por outro lado, o prefeito lamenta que Bolsonaro tenha mencionado não respeitar as ordens da Justiça. “Várias vezes, nesta rádio, falei sobre a justiça (…), as coisas que eu discordava, mas nunca faltei com o respeito”.
“Hoje, com a própria gravação do Bolsonaro em relação aos caminhoneiros, ele fala até do diálogo com outros poderes, acho que o caminho é esse mesmo. Não sei como ele vai lidar com isso, com o próprio time dele mais radical, mas acho que está muito longe dessa ruptura falada. Acho que ele foi infeliz ao falar que não iria respeitar o judiciário”, continua.
Sobre o poder legislativo, a opinião do gestor é de que há constrangimento por parte do presidente do Senado, Ricardo Pacheco, do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, e até de outros parlamentares, por serem apoiadores do atual presidente. “Meio que querem ficar bem com todo mundo”.
Ramuth aproveitou a ocasião para alfinetar o PT, lembrando que, “contra esse “mal, o joseense está vacinado com a primeira e segunda dose. A primeira com a Ângela e a segunda dose com o Carlinhos de Almeida”.
No final da entrevista, o gestor foi questionado sobre a resistência ao uso de máscaras de proteção nas manifestações.
“(…) Não podemos ignorar feriado, praias, onde também aconteceram muitas aglomerações. Infelizmente, vai ser um teste com a vida real, daqui a uma semana vou poder te dizer exatamente qual foi a curva, se aumentou muito a contaminação, se não aumentou, se aumentaram os casos graves. “A gente tem as contaminações, mas a vacina tem o principal fator de fazer com que quem se contamine, tenha a doença de forma mais tênue”, conclui.
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