Prefeitura apura morte de criança de 2 anos em hospital de São José

Família alega erro médico em diagnóstico na UPA do Putim

Escrito por: Marcus Alvarenga3 min de leitura
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20141125_hospital municipal sjc_(Divulgação/PMSJC)

Criança chegou ao Hospital Municipal em estado grave

Reprodução

Uma criança de 2 anos morreu na manhã de quarta-feira (1º) no Hospital Municipal de São José dos Campos, após passar por duas vezes no atendimento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Putim e receber diferentes diagnósticos. A família alega que erro médico agravou o estado de saúde da menina.  Eduarda Alves Silvestre foi enterrada na manhã de quinta (2).

A Secretaria de Saúde informou por meio de nota que foi aberta ‘uma investigação interna para apurar os procedimentos médicos ocorridos no atendimento à criança dentro da UPA do Putim e aguarda os resultados dos exames complementares que irão atestar a causa da morte da criança.’.

Nos últimos anos outros casos de negligência e erro médico foram nas cidades da RMVale foram divulgados pelo Meon. O último registro foi em junho do ano passado na Santa Casa de Pindamonhnagaba, quando um homem com traumatismo craniano demorou mais de 10 horas para ser atendido e realizar os primeiros exames.

De acordo com o prontuário médico da secretaria, a criança teria dado a primeira entrada na UPA no dia 27 de fevereiro, com um quadro de dor de garganta. O atendimento foi realizado pelo médico pediatra Jairo Cruz Braga Junior, que suspeitou de uma infecção nas vias aéreas superiores.

A orientação foi para a criança se medicar com remédios indicados para a infecção e que ela retornasse caso os sintomas persistissem. Mãe e filha voltaram à UPA do Putim na terça-feira (28), indicando nenhuma melhora e a menina permaneceu internada na unidade.

A pasta informou que no segundo atendimento foi solicitado exames de sangue, raio-x e que a criança permaneceu em observação até a chegada dos resultados. Apenas às 20h, Eduarda foi transferida para o Hospital Municipal quando seu quadro clínico foi considerado grave.

Na unidade da Vila Industrial, a menina foi internada às pressas com suspeita de pneumonia dupla, foi transferida para área de emergência, falecendo na manhã do dia seguinte. A morte foi causada por insuficiência cardíaca não especificada e síndrome do desconforto respiratório, causada por lesão pulmonar e choque séptico, segundo a nota.

O médico descarta a alegação da família sobre possível erro médico nos procedimentos de atendimentos e ainda atesta um quadro com evolução muito rápida. A prefeitura ainda diz em nota que ‘se solidariza com a dor da família e dará todo o apoio social e psicológico para eles’.

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