Prefeitura busca saída para skatistas em Aparecida
Quem transita pelas ruas de Aparecida já percebeu que nos últimos meses o trânsito ganhou novos e inusitados frequentadores. Jovens usam agora o skate como um meio de transporte para se locomover e saem as ruas disputando espaço entre carros, motos e bicicletas.


Skatista se arrisca em meio a carros no centro de Aparecida
Camila Abreu/Jornal Atos
Quem transita pelas ruas de Aparecida já percebeu que nos últimos meses o trânsito ganhou novos e inusitados frequentadores. Jovens usam agora o skate como um meio de transporte para se locomover e saem as ruas disputando espaço entre carros, motos e bicicletas. Mas o que para eles são momentos de prazer pode colocar em risco a própria vida.
O assunto foi lembrado pelo presidente da Câmara, Wadê José Pedroso (DEM) que apresentou um requerimento verbal solicitando fiscalização da Guarda Municipal sobre o tráfego dos jovens skatistas. “Eles andam correndo, às vezes na contra mão, quase trombam com pedestres e ciclistas. Já presenciei dois acidentes”, contou.
Para a vereadora Márcia Filippo (PSD), os pais dos adolescentes têm o dever de orientá-los sobre os perigos desta atividade. “São menores de idade que voam com o skate e não usam nenhum equipamento de proteção. Eu peço aos pais que olhem o que os filhos estão fazendo”, ressaltou.
O taxista Wellington Luís dos Santos, 56 anos, acredita que para resolver o problema deve haver lugares próprios para a prática do esporte e que cabe a Secretaria de Trânsito solucionar o problema. “Tudo tem seu lugar. O do carro é na rua, do pedestre na calçada e do skatista têm que ser na pista, por uma questão de segurança”, destacou.
O estudante João Vitor Diniz, 13 anos, morador do bairro Santa Rita, é um dos que utiliza o skate nas ruas da cidade. “Não tem nenhuma pista de skate perto da minha casa, se tivesse eu não andaria na rua. Às vezes eu vou num espaço que tem na Praça Kennedy, mas é muito longe”, argumentou. O adolescente frisou ainda que alguns amigos, por diversas vezes, quase foram atropelados. “A gente sabe que é perigoso, mas se ficar com medo não anda mais nas ruas”.
A prefeitura informou que, por não se tratar de um meio de transporte, está estudando uma maneira de controlar o tráfego de skatistas pelas ruas, já que ele não está enquadrado nas leis do trânsito. A cidade conta com uma pista de skate em funcionamento no Centro Esportivo do bairro Vila Mariana.
De acordo com a Polícia Militar, até o momento não houve nenhum registro de ocorrência envolvendo skatistas. Para o comerciante Rui José de Souza Garcia da Silva, 23 anos, que organizou no último dia 30 um campeonato na cidade, a incompatibilidade de horário entre os jovens e o fechamento dos espaços públicos, é uma barreira que precisa ser quebrada.
“A ideia do Game de Skate era proporcionar um momento de interação entre os skatistas. Com o dinheiro arrecadado nas inscrições, nós compramos obstáculos móveis para a garotada poder praticar o esporte na Praça Keneddy, que é o lugar mais frequentado por eles já que a pista fica em um bairro longe e funciona apenas das 8h ás 17h, horário que a maioria está na escola”, contou.
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