Prefeitura de Caraguá estende auxílio aos maricultores

O prefeito de Caraguatatuba, Antônio Carlos da Silva (PSDB), disse que vai estender por mais seis meses o auxílio financeiro aos maricultores do município, que estão sem trabalhar desde o vazamento de óleo no Canal de São Sebastião, ocorrido em abril do ano passado e que atingiu a Fazenda da Cocanha.

Escrito por: Acácio Gomes2 min de leitura
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O prefeito de Caraguatatuba, Antônio Carlos da Silva (PSDB), disse que vai estender por mais seis meses o auxílio financeiro aos maricultores do município, que estão sem trabalhar desde o vazamento de óleo no Canal de São Sebastião, ocorrido em abril do ano passado e que atingiu a Fazenda da Cocanha.

Os maricultores receberam um auxílio de dois salários mínimos da prefeitura entre maio e dezembro do ano passado, quando expirou a concessão municipal. “Vamos estender por mais seis meses, pois não podemos deixar os maricultores na mão. Somos parceiros, mas já aviso que serão os últimos meses de auxílio. Depois podemos ajudar apenas no plantio”, disse o prefeito.

Segundo o maricultor Antônio Estevão de Mattos, o auxílio será bem vindo, já que ainda não foi iniciado o plantio da nova produção de marisco. “Se tudo der certo, em março começamos os trabalhos e a Prefeitura vai nos ajudar com os equipamentos e materiais. Vamos aguardar o apoio da Transpetro também, afinal os responsáveis pelo vazamento são eles. Enquanto não há negociação com a Transpetro, vamos sobrevivendo com o auxílio da Prefeitura de Caraguá”, explicou.

O plantio da produção de novos mexilhões só deve começar efetivamente em abril e a comercialização somente em novembro.

Justiça
A Transpetro concluiu, em novembro do ano passado, as ações de retirada das estruturas de cultivo de mexilhão instaladas na Praia da Cocanha.  O trabalho foi determinado pela Justiça, após uma ação civil pública movida pela Prefeitura de Caraguatatuba contra a empresa.

A disputa judicial foi iniciada já que desde o acidente ambiental os produtores não podem trabalhar. A subsidiária da Petrobras alegou ter preferido não recorrer da decisão e atenuar os possíveis prejuízos dos trabalhadores, promovendo a retirada dos mexilhões e contratando os próprios maricultores para o trabalho.

Na ação impetrada pela prefeitura, o juiz da 2ª Vara de Caraguá, João Mário Estevam da Silva, determinou a retirada e a destinação final das estruturas de captação de sementes para os mexilhões, bem como a implantação de novas estruturas que possibilitem a retomada das atividades pelos maricultores.

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