Prefeitura de Ubatuba descarta risco de bactéria ‘comedora de carne’ nas praias
Morte de homem gerou boatos

A Prefeitura de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, informou que não há qualquer indício da chamada “bactéria comedora de carne” nas praias da cidade. O alerta surgiu após a morte de um homem de 30 anos no fim de abril, que apresentou sintomas compatíveis com fasciíte necrosante, infecção grave causada por bactérias.
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Em nota, a prefeitura classificou como “equivocadas” as informações que circulam nas redes sociais sobre a suposta presença da bactéria nas águas. A Santa Casa, onde o homem foi atendido, também descartou que a morte tenha sido provocada por essa infecção bacteriana.
Apesar disso, oito praias seguem impróprias para banho, incluindo Perequê-Mirim, onde o jovem teria se banhado antes de apresentar os sintomas. A Cetesb confirmou que, no período em que o caso ocorreu, a praia estava própria para banho.
Uma audiência pública foi convocada pela Câmara Municipal nesta sexta-feira (30) para esclarecer o caso e discutir a poluição nas praias. Estão presentes representantes da Secretaria de Saúde e da Santa Casa de Ubatuba.
O paciente começou a sentir os primeiros sintomas no dia 22 de abril e faleceu no dia 28. O laudo médico aponta choque séptico e infecção grave como causa da morte. O caso repercutiu rapidamente nas redes e gerou grande preocupação na cidade.
A fasciíte necrosante é uma infecção rara, porém extremamente agressiva, que pode ser causada por bactérias como Streptococcus pyogenes, Vibrio vulnificus, Escherichia coli e Staphylococcus aureus.
O vereador Gady Gonzalez (MDB) cobrou transparência nas análises feitas pela Cetesb e reforçou a necessidade de acelerar as obras de saneamento na região do Perequê-Mirim e da Enseada. Segundo a Sabesp, 73% da rede coletora de esgoto no bairro já foi concluída.
De acordo com a Cetesb, atualmente oito das 35 praias monitoradas em Ubatuba estão com bandeira vermelha, sendo elas: Perequê-Mirim, Rio Itamambuca, Iperoig, Itaguá (Av. Leovigildo, 240 e 1.724), Santa Rita, Lázaro e Prainha de Fora.
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A Prefeitura reforça que, por segurança, os banhistas devem evitar as praias sinalizadas como impróprias, identificadas com bandeiras vermelhas.
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