Prefeitura improvisa atendimentos de emergência em Cruzeiro

Com o fim do contrato entre a prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro, que gerenciava o Pronto-Socorro Municipal, os atendimentos de emergência passaram a ocorrer de forma improvisada no PA (Pronto-Atendimento) da Vila Paulo, apenas com diagnósticos clínicos dos pacientes.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Prefeitura de Cruzeiro vai negociar novo contrato com Santa Casa

Flávio Pereira/Meon

Com o fim do contrato entre a prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro, que gerenciava o Pronto-Socorro Municipal, os atendimentos de emergência passaram a ocorrer de forma improvisada no PA (Pronto-Atendimento) da Vila Paulo, apenas com diagnósticos clínicos dos pacientes.

De acordo com a prefeitura, o ex-secretário de Saúde Davi Mota Costa não teria respeitado o acordo com a Santa Casa, que exigia, por meio do TAC (Termo de Acordo de Conduta), que fossem implantadas melhorias no sistema de atendimento e reforma do prédio. O acordo foi estabelecido por um ano e venceu na última semana de junho, quando a parceria foi rompida.

Segundo o atual secretário de Saúde de Cruzeiro, Alex Sandro Gomes, o acordo foi quebrado na gestão passada e não houve contrapartida por parte da administração para melhorar a qualidade do serviço na Santa Casa.

“O termo foi firmado por um ano e estabeleceu acordos para a adequação do espaço e reforma do prédio da Santa Casa. Infelizmente o ex-secretário deixou o acordo vencer, sem nenhuma proposta”, afirma Gomes.

Da realocação do Pronto-Socorro para a PA Vila Paulo, o secretário comenta que a cidade não tem condições de atender sozinha a demanda de emergências. “Não há condições de oferecer um serviço de qualidade por conta das condições estruturais que temos. Estamos nos desdobrando para melhorar a qualidade do sistema”.

Gomes diz que retomou a negociação de parceria com a Santa Casa de Cruzeiro. “Estamos retomando as negociações para que os atendimentos sejam oferecidos no antigo Pronto-Socorro. Vamos oferecer alternativas como o gerenciamento do próprio espaço pela prefeitura.”.

Fila de espera
Segundo a Secretaria de Saúde, existe uma demanda reprimida na fila de espera por consultas e demora no atendimento. Um relatório é elaborado pela equipe técnica para identificar as futuras intervenções.

“Estou esperando há dias que me atendam para que eu possa realizar o tratamento. Tenho uma mancha no olho e agora preciso fazer outros exames, mas a demora é muito grande”, comenta Júlio César, 53 anos, paciente da rede pública de saúde.

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