Prefeitura prorroga projeto das bicicletas compartilhadas em São José
Licitação está estimada em R$ 4,5 milhões e será arcada pela administração


Justificativa da administração é para a revisão e adequação do edital
Flavio Pereira/Meon
O projeto para implantar as bicicletas compartilhadas em 22 estações está parado em São José dos Campos. A licitação foi adiada em novembro do ano passado e até o momento não há uma previsão para ser retomada. A expectativa da prefeitura era instalar as bicicletas compartilhadas no início deste ano.
Segundo a Secretaria de Transportes, a licitação para a prestação de serviço de implantação, operação e manutenção de bicicleta compartilhada foi prorrogada por tempo indeterminado. A justificativa da administração é para a revisão e adequação do edital.
As mudanças, de acordo com a pasta, não vão impactar nos valores da licitação. O edital prevê um valor máximo de R$ 4,5 milhões para um contrato de três anos. A administração municipal irá custear 100% do sistema. Ao todo, 31 editais foram retirados referentes à licitação das ‘bicicletas compartilhadas’.
Proposta
A proposta prevê a construção de 22 estações, sendo cada uma delas com 10 bicicletas. Entre os pontos previstos para a instalação, estão: Parque da Cidade, Parque Santos Dumont, Vicentina Aranha, Jardim Aquarius e Vila Adyana. As regiões centro, norte e oeste vão receber as bicicletas.
Para os usuários do transporte público, que possuem o cartão do Bilhete Único, devem ser ofertados 30 minutos gratuitos para a utilização das bicicletas compartilhadas, distribuídas em alguns pontos estratégicos. Outra forma para usar o sistema é pagar R$ 5, por meio de cartão de crédito. Há ainda a opção de pagamento de pacotes diários (R$ 5), mensal (R$ 10) e anual (R$ 80). O usuário será cadastrado em um aplicativo para liberação da bicicleta.
Avaliação
A arquiteta e urbanista Giuliana Fiszbeyn, da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José, avalia que a proposta de bicicletas compartilhadas é observada com sucesso em outras cidades. Ela explica que este tipo de projeto pode ser interessante para estimular a ligação dos modais.
“Outras cidades adotaram o modelo e é interessante esta proposta para realizar a ligação entre modais, ou ainda para a fomentação de trajetos pequenos ou no aspecto turístico, para as pessoas se deslocarem ao centro ou aos parques”. Giuliana destaca que a instalação da estação deve ser analisada com critério. “É preciso um estudo bem feito para a implantação da estação em locais apropriados”, acrescenta.
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