Preterida pelas seleções, São José tem balanço comercial negativo na Copa

Com o final da Copa do Mundo neste domingo (13) é hora de fazer um balanço sobre os legados que o Mundial deixa para São José dos Campos. O município que pleiteou uma vaga entre as subsedes que abrigaram as delegações durante a Copa, ficou de fora da festa e viu esvair-se o potencial comercial e de turismo que a realização dos jogos no Brasil poderia render.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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20140515_Martins Pereira_SJC_(Divulgação/Urbam)

Reforma do Martins Pereira é principal legado da Copa na cidade

Divulgação/Urbam

Com o final da Copa do Mundo neste domingo (13) é hora de fazer um balanço sobre os legados que o Mundial deixa para São José dos Campos. O município que pleiteou uma vaga entre as subsedes que abrigaram as delegações durante a Copa, ficou de fora da festa e viu esvair-se o potencial comercial e de turismo que a realização dos jogos no Brasil poderia render.

Única cidade selecionada pelo Comitê Paulista da Copa do Mundo para concorrer ao cargo de subsede, São José sonhava em receber 20 mil turistas durante os jogos caso fosse escolhida por alguma seleção. Apostando na localização privilegiada, estrutura de aeroporto e no novo Martins Pereira como principais trunfos, recebeu representantes das seleções de Honduras, Equador, Austrália, Gana e Costa do Marfim.

Com a cidade preterida pelas seleções, empresários da rede de hotéis, bares e restaurantes queriam mesmo era o fim dos jogos. Além de não contar com os anunciados 20 mil turistas que viriam caso alguma delegação escolhesse São José, a rede viu o movimento cair drasticamente durante os jogos do Mundial. 

“Foi um balde de água fria nas nossas pretensões. Não recebemos turistas para a Copa do Mundo e tivemos uma queda drástica no turismo de negócios, que é o nosso principal público. Com isso, fora alguns bares que conseguiram se organizar para lucrar com os jogos, o restante da rede teve pouco movimento”, afirma o presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares) de São José dos Campos, Antonio Ferreira Junior.

Estádio
Sem alavancar o turismo como se previa antes dos jogos, sobrou de legado a modernização do estádio Martins Pereira, palco do futebol na cidade.

Orçado inicialmente em R$ 12 milhões, a obra ficou R$ 6 milhões mais cara às vésperas da entrega, somando R$ 18 milhões. Os recursos para custear a reforma são do governo federal, por meio do Ministério do Esporte, e de empréstimos junto ao governo estadual.

Apesar de não receber treinos de seleções que participaram do Mundial, a expectativa da Urbam (Urbanizadora Municipal), responsável pela administração do estádio, é que o novo Martins Pereira sedie eventos importantes na região.

“Todas as instalações foram refeitas, como banheiros, lanchonetes, cabines de transmissão para imprensa e adequação das arquibancadas. Com isso, a expectativa é de utilizar o estádio para jogos de futebol e rúgbi, além de um espaço para eventos”, afirma, por meio de sua assessoria de imprensa.

O estádio também vai contar com um prédio com 1.400 m² que vai abrigar o Museu do Esporte de São José, centro de medicina esportiva e centro de medidas e avaliação. Também haverá posto de atendimento da Secretaria da Saúde.

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