Professora de Guará é denunciada pelo MP por morte de marido

Mulher de empresário pretendia montar uma loja para o suposto amante

Escrito por: Do Meon*3 min de leitura
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Casal morava em Aparecida

Reprodução/Facebook

O Ministério Público do Estado de São Paulo ofereceu, nesta segunda-feira (15), denúncia (acusação formal) à Justiça contra três pessoas pela morte do executivo Luiz Eduardo de Almeida Barreto, crime ocorrido na tarde de 1º de junho em uma travessa da Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, no Itaim Bibi, zona Sul de São Paulo. O casal estava junto há 30 anos e morava em Aparecida.

Foram denunciados a viúva do executivo, Eliana Freitas Barreto; o amante dela, Marcos Fábio Zeitunsian, e Eliezer Aragão da Silva, o “Carioca”, contratado para executar o crime.

De acordo com a denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça do I Tribunal do Júri da Capital, o executivo foi assassinado durante um assalto simulado. Ele passava a pé pelo local, em companhia de um amigo, quando ambos foram abordados por Eliezer Aragão da Silva, que, armado com um revólver calibre 38, anunciou um assalto. Ambos entregaram seus aparelhos celulares e R$ 50 em dinheiro. Eliezer, então, determinou que Luiz Eduardo permanecesse no local e que o amigo dele saísse andando. A vítima liberada foi  até a loja onde trabalha para acionar a polícia, e ao chegar ouviu três tiros. Retornou ao local do assalto e encontrou o executivo morto.

Eliezer foi preso pouco depois em uma estação da CPTM e confessou o crime. Alegou ter sido contratado por R$ 5 mil por uma pessoa conhecida como “Alemão”, que disse ter conhecido na cadeia. Ele vingaria um estupro sofrido pela filha de “Alemão”. A Polícia descobriu, por meio da agenda telefônica de Eliezer, que “Alemão” na verdade é Marcos Fábio Zeitunsian, que teve a prisão temporária decretada e confessou participação no crime. A versão do estupro era fantasiosa.

Zeitunsian contou que era amante da esposa da vítima e que ele e Eliana decidiram matar Luiz Eduardo, contratando o assassino. Eliana afirmou à polícia que decidiu assassinar o marido porque não queria que ele sofresse com a separação. Ela fez um empréstimo de R$ 7 mil e transferiu o dinheiro para a conta de Marcos, a fim de que ele pagasse o matador. O próprio Marcos levou o assassino para a região do crime.

Eliezer Aragão da Silva foi denunciado por roubo (com pena aumentada por uso de arma), furto e homicídio duplamente qualificado (mediante paga e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima).  Marcos Fábio Zeitunsian e Eliana Freitas Barreto foram denunciados em concurso de pessoas por homicídio duplamente qualificado (mediante paga e por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima).

 *Com informações do Ministério Público

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