Professores da rede municipal de Queluz continuam em greve

Professores farão passeatas pelas ruas do centro nesta terça-feira (11)

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Professores farão passeatas pelas ruas do centro nesta terça-feira (11)

Arquivo Pessoal/Alessander Batista

Os 140 professores efetivos da rede municipal de Queluz, continuam em greve nesta terça-feira (11). Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários Municipais, Gilmar de Abreu Alves, a paralisação é uma resposta à prefeitura, que firmou um acordo para reposição de 13, 1% nos salários, mas não cumpriu.

“Vamos continuar a paralisação até que haja um novo contato da Prefeitura para que possamos fazer uma nova negociação”, explica Alves.

Com o apoio do sindicato, os professores irão se reunir e realizar passeatas pelas principais ruas do centro da cidade, a partir das 9h, desta terça-feira.

Greve
Segundo um levantamento realizado pelo sindicato, todos os professores efetivos da cidade -140- aderiram à greve. Apenas 20 professores contratados não aderiram.

O Meon entrou em contato com a prefeitura de Queluz nesta terça-feira, mas a administração municipal não retornou até o fechamento desta matéria. Em nota enviada nesta segunda-feira (10), o Executivo, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que manteve em aberto canal de negociações com a categoria.

“As despesas do município com educação desde 2014 já ultrapassaram a receita oriunda do FUNDEB, e no mês de maio, as despesas com recursos do referido fundo, estava 114,22%, da verba nominal, tendo que complementar as despesas com verba própria. Cabe ainda informar, que atualmente o município encontra-se com despesas com pessoal excedendo ao limite legal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, estando atualmente em torno de 57,7% do orçamento do município, o Tribunal de Contas vem apontando sistematicamente tal ilegalidade, determinando a adequação das contas, em caso de descumprimento, serão aplicados os dispositivos penais previstos na referida Lei Complementar nº 101/2000”, diz trecho da nota.

A administração afirma ainda que o MP (Ministério Público) recomendou que o município comprovasse as despesas. “A adoção de medidas legais visando adequar as despesas com pessoal aos limites apontados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, de modo a impedir que o Município experimente as sanções legais previstas na já mencionada Lei de Responsabilidade Fiscal”, acrescenta.

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