Projeto cobra divulgação de cardápio da merenda em Cruzeiro

Com a insatisfação de pais e alunos e denúncias sobre a qualidade da merenda produzida na Cozinha Piloto de Cruzeiro, foi apresentado o projeto de lei que obriga a afixação de cardápio em todas as escolas e creches municipais. A proposta tenta garantir a transparência do serviço e da qualidade do produto.

Escrito por: Cecília Bueno2 min de leitura
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Equipe da Cozinha Piloto durante trabalho em escola de Cruzeiro; serviço é alvo de denúncias

Cecília Bueno/Jornal Atos

Com a insatisfação de pais e alunos e denúncias sobre a qualidade da merenda produzida na Cozinha Piloto de Cruzeiro, foi apresentado o projeto de lei que obriga a afixação de cardápio em todas as escolas e creches municipais. A proposta tenta garantir a transparência do serviço e da qualidade do produto.

Aprovada, a Cozinha Piloto será obrigada a divulgar os cardápios até o primeiro dia de todo mês. O local de fixação deverá ser visível e de fácil acesso à todos do ambiente escolar e deverá conter uma cópia na entrada das escolas para que os pais também obtenham essas informações.

A lista afixada deve descrever quais refeições serão servidas, as marcas, data de compra do produto e no, caso de hortifruti a lei cobra especificações dos produtores e da qualidade. Todos os cardápios devem apresentar o nome completo e o número de registro profissional do responsável.

O projeto exige também o repasse semanal à Câmara de Cruzeiro da relação dos alimentos utilizados, sua quantidade e os produtos que são destinados às escolas e creches para sua produção própria, contendo as notas fiscais.

A secretária de Educação, Elisabeth Gaudêncio, aprovou as iniciativas do projeto. “O projeto é bom, já que vem de encontro aos anseios e direitos da comunidade. A secretaria de Educação já está trabalhando para colocar em prática este projeto”, prometeu.

Em 2011, a Cozinha Piloto foi acusada de intoxicação alimentar e, no início de 2014 houve o incidente onde mais de 300 kg de carnes sem selo de garantia foram dispensados pela Vigilância Sanitária. Nas últimas semanas, fiscalizações flagraram também problemas com a estrutura física do local.

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