PSDB adia para segunda (20) representação que contesta contrato de impressões

Expectativa era entregar a denúncia nesta sexta-feira (17) Divulgação A bancada do PSDB de São José dos Campos adiou pra a próxima segunda-feira (20) a representação que vai protocolar contra a prefeitura pelo suposto superfaturamento na licitação de serviços de impressão, realizada em dezembro de 2013. A previsão dos parlamentares era de que a denúncia […]

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Expectativa era entregar a denúncia nesta sexta-feira (17)

Divulgação

A bancada do PSDB de São José dos Campos adiou pra a próxima segunda-feira (20) a representação que vai protocolar contra a prefeitura pelo suposto superfaturamento na licitação de serviços de impressão, realizada em dezembro de 2013.

A previsão dos parlamentares era de que a denúncia fosse protocolada nesta sexta (17), mas, com as novas justificativas apresentadas pelo governo, o prazo foi adiado para que a resposta da administração pudesse ser incluída nos registros.

“A prefeitura afirma que o serviço contratado é diferente do que estava em vigência até o fim do ano passado. Mas, no frigir dos ovos, eles só trocaram cópia por xerox”, argumenta o presidente do diretório municipal do PSDB, Anderson Farias Ferreira.

Na terça-feira (14), os tucanos convocaram a imprensa para apontar indícios de irregularidades na licitação de R$ 14 milhões que teve a empresa paulistana Gomaq como vencedora. Entre as denúncias, a principal diz respeito ao preço unitário pago por impressão. Enquanto o contrato anterior previa um valor de R$ 0,038, a nova licitação foi fechada em R$ 0,08.

No mesmo dia da denúncia dos tucanos, a Prefeitura de São José emitiu nota contestando as acusações. Alegou que a comparação entre os contratos não poderia ser feita por se tratar de serviços diferentes.

Empresa

Para o gerente de vendas a governos da Gomaq, Luís Rocha, a acusação dos parlamentares é precipitada, já que o contrato vigente envolveria mais serviços do que o anterior. A diferença estaria na qualidade das máquinas e no gerenciamento de impressões que visariam enxugar o desperdício.

“É um serviço altamente qualificado, com equipamentos bem mais completos do que os utilizados antigamente. O gerenciamento das impressões, que oferece um relatório completo aos gestores, também auxilia na redução do uso das máquinas. O resultado é que, só neste primeiro semestre de contrato, foi impresso metade do que foi contratado. Como a prefeitura paga somente pelo que usa, a medida também representa economia para a cidade”, garante.

O representante da empresa também rebate outra acusação dos tucanos: a de que a mesma Gomaq pratica preços menores para outras instituições de São José e região. Para os Cartórios Eleitorais da cidade, por exemplo, o preço por impressão é de R$ 0,036.

“Mais uma vez, são contratos muito diferentes entre si. O contrato assinado com a prefeitura envolve, por exemplo, uma rede de assistência para solucionar qualquer problema em até duas horas, ou seja, além de oferecer economia aos cofres públicos, ainda não haverá nenhuma das 561 máquinas parada”, explica.

Mesmo assim, Rocha afirma que está à disposição para colaborar com o inquérito caso seja procurado para prestar esclarecimentos. “Acho que o Legislativo está no papel dele de fiscalização, vamos colaborar com informações, até porque não há o que esconder. Caso sejamos acionados na Justiça, precisaremos apenas alinhar as posições com nosso departamento jurídico”, explica.

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