Quatro em cada dez joseenses dizem que cidade deve priorizar a indústria

Segundo pesquisa, 45,8% avaliam que setor é o caminho para retomar crescimento

Escrito por: Max Ramon3 min de leitura
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Quatro em cada dez moradores de São José dos Campos acreditam que a cidade deve estimular o setor industrial para voltar a gerar emprego e renda, aponta a pesquisa Meon/Mind.

Segundo a sondagem, 45,8% dos entrevistados entendem que a retomada do crerscimento de São José passa, obrigatoriamente, pela indústria.

Em segundo lugar aparecem as pequenas empresas, com 19,5% das menções. O comércio ficou em terceiro, com 12,3%, tecnicamente empatado com as empresas de base tecnológica, citadas por 8,8%, e a construção civil, com 8%.

Para 2% dos entrevistados, a cidade deve estimular todos estes setores. Para 0,3%, a cidade deve apenas oferecer suporte às empresas, sem incentivos.

Outros 3,3% não têm uma opinião formada a respeito do tema.

Impacto

O setor industrial foi mais citado pelos eleitores mais velhos e por aqueles que concluíram o Ensino Fundamental.

Na faixa dos 45 aos 59 anos, 50,5% defendem o uso de estímulos para a indústria como mecanismo de geração de emprego e renda. Entre os eleitores com mais de 60 anos, essa taxa sobe para 58,1%.

O setor alcança 54,4% das menções entre aqueles que concluíram o Ensino Fundamental.

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Linha de produção da GM, uma das principais empregadoras de São José

Arquivo/Meon

Na análise por regiões geográficas, a indústria obteve mais da metade das menções nas zonas central (51%) e norte (53,5%) de São José.

“Entre os mais velhos, não há nada que possa superar a capacidade da indústria de gerar emprego e renda, sobretudo porque ela paga melhores salários e envolve toda uma cadeia produtiva, com muitos empregos indiretos”, afirma Alexandre Lima, diretor-presidente da Mind Pesquisas.

“Os mais novos têm uma percepção diferente sobre isso, mas a indústria também tem o maior número de menções entre eles”, completa.

Tecnologia

A concessão de incentivos para as empresas de base tecnológica –um dos motes da política de desenvolvimento econômico no município na última década– tem maior apoio entre os eleitores mais escolarizados e aqueles com maior renda.

O setor foi citado por 17,7% entre os que possuem ensino superior completo e por 20% na faixa dos que ganham mais de cinco salários mínimos por mês.

A pesquisa foi realizada no dia 12. A Mind ouviu 400 moradores (nas ruas e em entrevistas domiciliares) em todas as regiões da cidade.

A margem de erro do levantamento é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

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