Questionado sobre uso de máscara em Guaratinguetá, Bolsonaro manda jornalista da TV Vanguarda “calar a boca”
Ao chegar a cidade, presidente dispensou uso de máscara de proteção

Em visita oficial a cidade de Guaratinguetá, na RMVale, para cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao ser questionado pela repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda, sobre a necessidade do uso de máscaras no estado de São Paulo, mandou a jornalista “calar a boca”.
De acordo com o presidente ele chega como quiser, onde quiser:
“Olha, eu chego como eu quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, não use. Agora, tudo o que eu falei sobre Covid, infelizmente, para vocês, deu certo”, disse o chefe do Executivo federal.
Ao ser perguntado sobre a marca de 500 mil mortes pela COVID-19, ele voltou a dizer que lamenta “todas as mortes”.
Em conversa com a imprensa, o presidente de forma enérgica subiu o tom e defendeu o tratamento do uso precoce de medicamentos, como a cloroquina, mesmo sem a eficácia comprovada. A conversa com a imprensa foi transmitida em diversos perfis nas redes sociais.
Em um trecho da entrevista, tirou propositalmente a máscara e disparou contra Laurene Santos:
“Você quer botar… Me bota agora… Vai botar agora… Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa”, bradou o chefe da nação.
Laurene Santos, foi impedida de continuar a perguntar ao chefe do executivo, com a interrupção do entrevistado com a frase: “Cala a boca”.
A deputada federal Carla Zambelli, também retirou a máscara durante a entrevista e defendeu o presidente, alegando que “a maior prova que Bolsonaro se importa com a crise do coronavírus são os investimentos que ele vem promovendo na área da saúde.”
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