Raquel de Paula do PSTU promete governar para trabalhadores, mulheres, pobres e negros

Em sabatina da ACI, a candidata à prefeitura de São José dos Campos apresenta políticas que tiram dos ricos para dar aos pobres

Escrito por: Tamires Vichi4 min de leitura
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Adenir Britto/ACISJC
Adenir Britto/ACISJC

O último dia de sabatinas organizadas pela Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, nesta sexta (09), recebeu a candidata Raquel de Paula do PSTU para apresentação e discussão das propostas de seu Plano de Governo.

Raquel de Paula fez a sua apresentação inicial contando sobre sua história e trabalho com sindicalismo, além de reforçar ideologias do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado:

“E esse é nosso partido, construído através dos trabalhadores, e eu me reconheço neste meio porque sempre morei nas periferias. Em São Paulo já morava no extremo da zona leste e aqui, também, eu moro na zona sul, conheço bem a realidade das pessoas, do que vive as mulheres nas periferias quando necessitam de uma vaga na creche, a dificuldade que é de precisar da saúde pública da cidade e a tristeza das mães que choram por conta das desigualdades sociais deste país, e que reflete, também, aqui em São José dos Campos, quando vê seus filhos sendo mortos pela mão armada da polícia”.

A candidata levantou a luta por moradia, dificuldade das jornadas triplas de trabalho enfrentadas por mulheres, machismo, violência doméstica, a causa LGBT e dificuldades das minorias, como trabalho e transporte público, “não tenho carro próprio, também sei a dificuldade que é do transporte público nessa cidade, quando eu tenho que atravessar a cidade para trabalhar”, ressaltando a condição precária dos ônibus lotados em plena pandemia, “diminuíram a frota, inclusive, de ônibus, no Campos dos Alemães a linha 330, que é o corredor sul, que é uma linha importantíssima, foi retirada no momento de pandemia e não devolvida”.

Raquel prometeu passe livre para trabalhadores de São José dos Campos e disse que dinheiro para subsidiar a proposta será retirado do aumento do IPTU dos ricos “taxar as grandes empresas, tirar dos ricos”.

Questionada sobre a participação das mulheres na política, Raquel afirmou que a baixa representatividade é reflexo de sociedade machista, que pouco oferece oportunidades. Em seu Plano de Governo, apresenta políticas que envolvem diálogo com as mulheres através dos conselhos populares, luta contra violência doméstica e construção de casas para acolher vítimas de violência, além de delegacia 24 horas.

A candidata afirmou que tanto PT, quanto PSDB são partidos que governam para a burguesia e não para os trabalhadores:

“Porque os projetos da burguesia e dos candidatos da burguesia não têm a ver com as necessidades de quem precisa, é um projeto que, por exemplo, faz uma ponte estaiada que gasta milhões para privilegiar uma minoria que mora no Aquarius sem pensar em quem mora na periferia”.

Na área da saúde, as ações envolvem a expropriação de empresas farmacêuticas. Para os reflexos da pandemia, Raquel diz que existe a necessidade da continuação do auxílio emergencial. A candidata também fez fortes críticas ao Governo Felicio, por não destinar verba para pessoas mais carentes e desempregadas durante crise.

Sobre moradia, direito básico de todo cidadão, Raquel citou a desocupação do Pinheirinho como sendo uma tragédia para a cidade, e afirmando que, caso eleita, pretende criar a Secretaria de Habitação.

Durante sabatina reafirmou suas convicções:

“Motivo de muito orgulho participar de uma chapa negra, porque somos nós, os negros e negras, somos a maioria da população, infelizmente, somos nós que temos sofrido com essa crise econômica, epidêmica, a maioria dos que já morreram até agora são negros e negras, porque é isso, porque a vida é difícil, porque somos nós a maior parte da população nas periferias, que moramos nos aglomerados. As mulheres negras são as maiores vítimas de violência, a juventude negra que compõe a maioria dos encarcerados nesse país… E eu tenho muito orgulho de representar um povo que é explorado e oprimido, inclusive, que a gente sofre as consequências do período da escravidão até nos dias de hoje. Chega de São José dos Campos ser governada pelos brancos, pelos ricos”, afirmou.

Sobre emprego, a candidata do PSTU criticou o atual Governo municipal e demissões envolvendo empresas como GM e Embraer, dizendo que pretende lutar contra demissões e fomentar a construção de obras públicas, como a construção de casas populares e creches, gerando empregos.

Questionada sobre problemas de “fluxos” entre jovens na cidade, Raquel de Paula esclareceu que esse tipo de movimento é a alternativa que jovens encontram para se divertir.

Raquel de Paula falou, brevemente, também, sobre ser contrária à reforma da previdência para os servidores públicos realizada pelo Governo Felicio e a necessidade de valorização da classe. Além de acabar com a Urbam (Urbanizadora Municipal).

Ao final da sabatina, a candidata foi convidada para avaliar a administração de chefes do executivo, dando nota 1 ao presidente Jair Bolsonaro, nota 3 ao governador de São Paulo, João Dória e nota 2 para o atual prefeito de São José dos Campos Felicio Ramuth.

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