Receita do transporte público de São José dos Campos cai 48% na crise do coronavírus
Números se referem ao mês de junho de 2020, comparado ao mesmo período de 2019


As empresas que operam o transporte público em São José dos Campos tiveram uma queda de 48% em sua receita no mês de junho, comparada ao mesmo período de 2019.
A informação consta de um levantamento feito pela Busvale, entidade que reúne as principais empresas concessionárias do transporte público municipal que operam na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O levantamento leva em conta o número de passageiros transportados de janeiro a junho deste ano pelas empresas Expresso Maringá, Joseense e Viação Saens Peña, que, juntas, formam o Consórcio 123, que opera o sistema de transporte urbano em São José dos Campos. E reflete o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus no setor.
Os números levantados pela Busvale refletem diretamente a queda no volume de passageiros transportados pelo sistema em razão das regras de isolamento adotadas em razão da pandemia. O volume total de passageiros transportados em junho de 2019 foi de 2.175.876 enquanto em junho de 2020 foi de 1.037.342, o que representa uma queda de 52,3 %.
-“O impacto da pandemia foi brutal para as empresas. O setor está entrando em colapso”, disse Rubens Fernandes, diretor da Busvale.
Para Fernandes, abril e maio foram meses críticos, quando a queda no faturamento das empresas atingiu um patamar superior a 60%. As empresas operaram com frota reduzida nas ruas, adotaram regime de redução de jornada de trabalho e colocaram em layoff os funcionários pertencentes a grupos de risco. Mesmo assim, custos fixos, como combustíveis, manutenção da frota e mão de obra, sofreram uma redução bem menor.
“Essa crise traz a necessidade de retomarmos o debate em torno do suporte dos entes públicos para a manutenção do sistema”, afirmou o diretor da Busvale.
Segundo Fernandes, o sistema de transporte público já operava em flagrante desequilíbrio econômico-financeiro em São José dos Campos, antes da pandemia, situação que foi duramente agravada em razão da crise gerada pelo coronavírus na vida das pessoas e na economia. “Sem esse debate, o sistema corre o risco sofrer um colapso acelerado. E o maior prejudicado, no fim das contas, será o usuário, que necessita de transporte, e de transporte de qualidade, para ir ao trabalho, à escola, às compras, enfim, no seu dia a dia”, disse.
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