Redenção completa 40 anos e prefeito diz que cidade “precisa de socorro”
Redenção da Serra comemora nesta segunda-feira (25) 40 anos de sua fundação com um bolo especial de 40 metros de extensão e show com cantores sertanejo.


Redenção da Serra completa 40 anos e sofre com a seca da represa de Paraibuna
Divulgação/Câmara
Redenção da Serra comemora nesta segunda-feira (25) 40 anos de fundação da cidade nova com um bolo especial de 40 metros de extensão e show com cantores sertanejo.
Em 3 de maio, a cidade festejou outro aniversário, um simbólico, em homenagem aos 154 anos de sua antiga formação, que foi inundada para a criação da Represa de Paraibuna, na década de 70.
Enquanto uma cidade deixava de existir e ia aos pouco sendo escondida pelas águas do reservatório de Paraibuna, outra era erguida no alto das montanhas. Em 25 de agosto de 1974, a nova Redenção foi criada, com a colocação de um cruzeiro em seu ponto mais alto.
“Não vamos esquecer nossa história. Fomos a primeira a libertar os escravos e tantas outras coisas. Por isso comemoramos as duas datas”, explica o prefeito de Redenção da Serra, Ricardo Evangelista Lobato (PTB).
Hoje, Redenção enfrenta, segundo o prefeito, a maior crise econômica de sua história. Sem recursos, cheia de dívidas e sem turistas por causa da seca na represa de Paraibuna, a cidade procura uma saída para continuar a crescer.
Lobato assumiu a prefeitura há um mês, logo depois que o prefeito eleito, Benedito Manoel de Morais (PMDB), teve seu mandato cassado por supostas irregularidades e superfaturamentos nas contas do Executivo.
Em entrevista ao Meon, Lobato fala dos desafios da cidade.
O que mais gosta da cidade?
Gosto da tranquilidade, do clima. Aqui é uma cidade pacata, o povo é muito hospitaleiro. Antes tínhamos a represa, com esportes, pescaria, mas também acabou. Agora a gente está abandonado pelos turistas, sem dinheiro, sem água e com problemas financeiros. O centro velho, que também poderia ser uma atração, está abandonado e precisa ser recuperado. Somos uma cidade que precisa de socorro.
Qual o maior desafio à frente da prefeitura?
Sanar as contas da prefeitura e colocar a máquina para funcionar. Entrei há um mês e não paro de enxugar as contas e reorganizar tudo. Reduzir os gastos desnecessários, cargos comissionados, contratos fraudados, obras superfaturadas. Cancelamos os contratos que estavam em andamento e vamos rever todos. Parou a reforma do Centro de Saúde e do Transporte Escolar, entre outras coisas. Agora vamos arrumar e fazer tudo direitinho.
Como começou sua história e vida política em Redenção da Serra?
Nasci em Taubaté, mas fui criado aqui. Nasci junto com a nova cidade, cresci aqui e, por isso, não senti a transição da antiga cidade para a nova. Sou professor formado em Biologia, casado e tenho dois filhos. Não gosto muito de sair, sou caseiro. Comecei minha vida política porque sempre questionei os problemas da cidade, me envolvia e acabava gerando polêmica. Meus amigos me incentivaram a fazer parte, então me candidatei a vereador e ganhei. Na última eleição vim como vice-prefeito e não imagina que as coisas fossem acabar como estão agora. Confesso que prefiro ser vereador que prefeito, mas vou trabalhar para colocar tudo em ordem aqui.
Se pudesse dar qualquer coisa, o que daria de presente à Redenção da Serra nesse aniversário?
Daria o saneamento das contas públicas. Hoje devemos algo em torno de R$ 10 milhões, R$ 2 milhões só para o INSS. Agora, o nosso orçamento mensal gira em torno de R$ 1,1 milhão. Sem turismo, não sei como faremos.
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