Redes sociais vão exigir coerência de candidato durante Eleições 2014

As eleições de 2014 prometem promover uma verdadeira invasão política às contas de Instagram e Facebook. Isso porque este ano as redes sociais serão exploradas como nunca pelos partidos políticos na corrida presidencial.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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As eleições de 2014 prometem promover uma verdadeira invasão política às contas de Instagram e Facebook. Isso porque, este ano, as redes sociais vão ser exploradas como nunca pelos partidos políticos na corrida presidencial.

O internauta não perdoa aquele candidato que durante as eleições quer se passar de amigo de todo mundo

Armindo Ferreira analista

O terreno virtual que ainda era visto de forma incipiente durante as eleições de 2010, agora ganha papel de destaque para garantir o resultado do pleito. Por isso mesmo, partidos prometem profissionalizar suas consultorias para utilizar as redes como veículos para alavancar as campanhas.

O analista de redes sociais Armindo Ferreira prevê uma disputa assídua pela popularidade entre os internautas. Nesta guerra, Ferreira afirma que o candidato que se portar de forma mais autêntica já ganha vantagem sobre os concorrentes.

“O que não funciona nas redes sociais é a pessoa querer ser o que não é. O internauta não perdoa aquele candidato que nunca teve canal aberto pelas redes sociais e agora, durante as eleições, quer passar-se por amigo de todo mundo no Facebook ou Instagram”, afirma.

Imprevisível, o ambiente das redes sociais exige atenção máxima a qualquer detalhe. A linha entre o sucesso e o fracasso é tênue. Para caminhar nesta corda bamba sem cair, o candidato precisa estar cercado por uma equipe atenta aos movimentos da rede.

“Nada é mais incerto do que este diálogo a qual os candidatos se propõem quando entram nas redes sociais. Uma equipe especializada deve estar a par dos acontecimentos tanto para identificar as boas oportunidades quanto para ajudar a tirá-lo de uma enrascada”, explica.

Baixarias
Outra característica do ambiente político nas redes deve ser a divulgação de boatos e denúncias infundadas. Práticas como a criação de perfis falsos para denegrir a imagem de um candidato ou partido, por exemplo, serão comuns durante o período eleitoral.

Por isso, uma regra básica para quem busca informações nas redes sociais vai ser ainda mais importante nas eleições: só acredite em fontes confiáveis. “Não existe regulação clara ainda nas redes sociais, por isso acredito que muito do que a legislação proíbe, como a divulgação de propagandas no dia das eleições, pode ser simplesmente ignorado”, alerta.

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