Reforma de casarões enfrenta impasse em São Luiz do Paraitinga

O desastre causado pelo Rio Paraitinga em São Luiz em há quatro anos, ainda deixa marcas na cidade. Apesar de ter boa parte das moradias e comércios reconstruídos, alguns casarões estão com obras paradas no centro histórico e “estragam” o visual renovado de São Luiz do Paraitinga.

Escrito por: Leonardo Gonzaga2 min de leitura
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Casarões históricos estão com obras paradas em São Luiz do Paraitinga

Leonardo Gonzaga/Meon








O centro histórico de São Luiz do Paraitinga está praticamente reconstruído, mas a pacata cidade do Vale do Paraíba ainda vive um impasse no restauro de alguns casarões afetados há quatro anos pela enchente do Rio Paraitinga. Antes ocupados pelas famílias, os imóveis estão abandonados porque são propriedades privadas, o que impede que os governos municipal e estadual revitalizem os prédios centenários.

Recentemente, o principal marco cultural de São Luiz, a Igreja Matriz, foi reaberta, mas casarões que rodeiam a Praça Oswaldo
Cruz -área mais visitada da cidade-, a antiga biblioteca e a região dos “Quatro Cantos”, no centro, ainda estão com a estrutura de pau-a-pique a céu aberto.

De acordo com o prefeito de São Luiz do Paraitinga, Alex Torres (PR), os proprietários dos casarões do centro histórico não têm o dinheiro necessário para a reforma. Torres explica que o período eleitoral impede o andamento das obras de revitalização nos prédios públicos.

“O Departamento de Obras da cidade está preparando um novo convênio para reformar os casarões do centro histórico. No entanto, durante o período eleitoral, não é possível realizar este acordo com o governo estadual e, além disso, alguns casarões são de propriedade privada, aí o dinheiro não pode ser fornecido”, afirma.

Prazo 
Segundo Alex Torres, o convênio deve ser fornecido apenas em novembro, quando terminam as eleições. “Depois de todo esse período eleitoral, acredito que em novembro vamos negociar esse contrato para reconstruirmos o restante dos casarões. Já os de propriedade privada, ainda teremos que estudar o que podemos fazer”, diz o prefeito.

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