Repasse para Capela do Rosário é autorizado pela Câmara de Taubaté

Recurso de R$ 799 mil será utilizado para o restauro do prédio

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Estrutura sofre com ação do tempo

Ana Lúcia Salgado/Fundação Dom Couto

O repasse da administração municipal à Fundação Dom Couto, que administra a Capela do Rosário, foi autorizado pela Câmara de Taubaté, em sessão realizada nesta segunda-feira (15).

A Prefeitura de Taubaté deve transferir R$ 799 mil à Fundação Dom José Antônio do Couto para restauro da Igreja Nossa Senhora do Rosário. O repasse inicial era de R$ 1,8 milhão, mas o projeto mais ‘enxuto’ foi justificado diante da contenção de despesas na administração municipal. O projeto segue para sanção do prefeito Ortiz Junior (PSDB).

A atual estrutura da igreja sofre com a ação do tempo, sendo necessárias melhorias na parte do sistema de energia, forro, pintura, entre outras. A igreja é patrimônio histórico municipal desde 1995.

Aprovação
Na Câmara, a aprovação do projeto gerou discussão entre os vereadores. “Se a Fundação Dom Couto não tivesse esse dinheiro, eu seria benemérito. Temos que socorrer hospital, pronto-socorro, até porque os R$ 700 mil não vão dar, e quem vai completar o resto?”, disse o vereador Luizinho da Farmácia (PROS), que se posicionou contrário ao repasse. Ele defendeu investimentos na Saúde.

“O poder público tem que ter essa responsabilidade. É um resgate histórico. Não cabe a discussão do pronto de vista religioso, mas sim do patrimônio. Uma forma de se ter um país desenvolvido é manter a cultura histórica”, destacou Jeferson Campos (PV).

A vereadora Pollyana Gama (PPS) também foi favorável. “Votar favorável a essa manutenção é resgatar a história, mas principalmente um monumento que tem em específico um símbolo muito forte para os seguidores do catolicismo”, definiu.

Campanha
A Mitra Diocesana de Taubaté lançou, no ano passado, campanha para restauro. Desde julho de 2014 até agora, foram arrecadados cerca de R$ 260 mil. “É preciso urgência, a capela está sofrendo com a degradação do tempo”, disse Lilian Mansur, diretora da Fundação Dom Couto.

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