Restauradores encontram ossadas centenárias em Basílica de Tremembé

Segundo coordenadora do projeto, ossadas não estavam sepultadas

Escrito por: Adeline Daniele2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
basilica-bom-jesus-tremembe.jpg

Ossadas podem ter sido movidas de parte antiga para parte nova da igreja

Divulgação/ Prefeitura de Tremembé

Neste ano, o processo de restauração da Basílica do Bom Jesus de Tremembé, realizado pela Universidade de Taubaté, já encontrou cinco ossadas humanas. Os achados fazem parte da terceira fase do projeto, que será entregue nesta quinta-feira (17), na própria Basílica.

A primeira ossada foi encontrada no mês de julho pelos pedreiros que trabalhavam no restauro da área lateral da igreja. Os elementos, com idade estimada em mais de 100 anos, estavam abaixo do piso e, segundo a coordenadora do projeto, professora Dra. Maria Dolores Cocco, acredita-se que eles não chegaram a ser sepultados. “Se fosse isso, eles estariam mais profundos na terra”, disse em nota.

Ainda de acordo com a coordenadora, os esqueletos podem ter sido movidos da parte antiga da igreja para a parte nova, pois antigamente a entrada da basílica era voltada para o Rio Paraíba. Atualmente, o fundo da igreja fica de frente para o rio.

Agora, os esqueletos foram remontados e passarão por estudos dentro do Núcleo de Preservação e Restauro do Patrimônio Histórico e Cultural (NPPC) da Unitau, com apoio de alunos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo e de outros departamentos.

A montagem foi feita com apoio dos profissionais do Laboratório de Anatomia, o qual orientou os participantes do projeto sobre a limpeza, separação, identificação e armazenamento correto do material.

Publicado em: