RMVale conta com cinco suplentes a deputados federais e estaduais

Cinco dos candidatos a deputados estadual e federal da RMVale assumiram a lista de suplência em seus partidos e podem reforçar a bancada da região tanto na Assembleia Legislativa do Estado quanto na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ‘banco de reservas’ é ocupado de acordo com o número de cadeiras que cada coligação tem direito no Legislativo.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Toninho Ferreira (PSTU) é um dos suplentes a deputado federal na coligação PSTU-PSOL

Flávio Pereira/Meon

Cinco dos candidatos a deputados estadual e federal da RMVale assumiram a lista de suplência em seus partidos e podem reforçar a bancada da região tanto na Assembleia Legislativa do Estado quanto na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ‘banco de reservas’ é ocupado de acordo com o número de cadeiras que cada coligação tem direito no Legislativo.

Dois dos candidatos, Amélia Naomi (PT) e Toninho Ferreira (PSTU) aguardam na suplência para o cargo de deputado federal. Já na espera para assumir o posto de deputado estadual, estão Flávia Camargo (PHS), Graça (PSB) e Itamar Coppio (PMDB).

Para entender melhor a situação desses candidatos, é importante ressaltar que cada coligação, por meio do coeficiente eleitoral, tem direito a um determinado número de cadeiras no Legislativo. 

A coligação PT-PCdoB, por exemplo, elegeu 11 deputados federais. Com 77.813 votos, Amélia Naomi alcançou o posto de 14ª em sua coligação, o que garantiu a ela a terceira suplência, já que os 11 primeiros foram eleitos.

Para assumir o cargo, a presidente da Câmara de São José vai ter que esperar que três parlamentares abandonem a cadeira. Na frente da candidata petista estão os políticos Netinho de Paula (PC do B) e Luiz Claudio Marcolino (PT).

O cientista político e professor da Unitau (Universidade de Taubaté), Maurício Cardoso do Rego, disse que a possibilidade de um suplente assumir o cargo é bastante provável após as eleições municipais de 2016. De acordo com o especialista, com a troca de gestão municipal, a tendência é que lideranças partidárias assumam cargos no Executivo.

“Alguns se elegem prefeitos, outros vão compor o secretariado e é aí que as vagas começam a surgir. Isso acontece porque a cadeira pertence à coligação, então, um político de determinada coligação só vai poder ser substituído por outro do mesmo grupo partidário”, comenta. O suplente é chamado em caso de morte, renúncia ou cassação do titular.

Esquerda 
Pelo coeficiente eleitoral, a Frente de Esquerda, coligação formada por PSTU e PSOL, teve direito a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Como o candidato Toninho Ferreira, com 22.854 votos, ficou com a segunda maior votação de sua coligação, o político assume a primeira suplência e fica dependendo de uma desistência do afastamento Ivan Valente (PSOL) para assumir o cargo.

Em sua página na internet, Toninho afirmou que, mesmo esperando uma vaga, está animado com a condição de suplente. “Vamos fazer da suplência um mandato popular”, afirma.

Na espera
Para deputado estadual, a candidata Flávia Camargo, de São José dos Campos ficou com a primeira suplência no PHS com 24.881 votos. Já a vereadora Graça, de Taubaté, conseguiu 29,502 votos e é a terceira suplente do PSB. Completa a lista o vice-prefeito de São José, Itamar Coppio que, com 44.974 votos, é o terceiro suplente do PMDB, que vai ter nove cadeiras no Legislativo.

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