RMVale: denúncias anônimas crescem com suporte do Disque-Denúncia
Denúncias contra tráfico de entorpecentes crescem 55% na região


Denúncias contra tráfico de entorpecentes crescem 55% na região
Divulgação
Considerada a região mais violenta do interior de São Paulo, os índices de criminalidade no Vale do Paraíba e Litoral Norte têm crescido nos últimos meses. Ocorrências como latrocínios e homicídios dolosos – quando há intenção de matar – disparam como as principais modalidades que tiveram maior número de registros.
Para ajudar a solucionar crimes e denunciar roubos e tráfico de entorpecentes, os moradores das cidades da região contam com o Disque-Denúncia, por meio do telefone 181 e com o site Web-Denúncia. A partir desses canais de comunicação, é possível registrar a denúncia anonimamente, que será encaminhada para averiguação da polícia.
Segundo dados do Instituto São Paulo Contra a Violência, foram registradas 442 denúncias de tráfico de entorpecentes em cidades da RMVale pelo Web-Denúncia, nos quatro primeiros meses de 2015. No mesmo período do ano passado, o sistema registrou 285 ocorrências, ou seja, aumento de 55%. Já pelo telefone 181, só de janeiro a abril deste ano foram 1.178 denúncias.
Procurados
As denúncias sobre os criminosos procurados pela polícia também registraram acréscimo entre as cidades do Vale e Litoral. Só neste ano – nos quatro primeiros meses -, o sistema do Web-Denúncia computou cem denúncias, sendo 50 registros em Jacareí, 15 em Pindamonhangaba, 12 em Taubaté e sete em São José dos Campos, entre outras. A modalidade registrou 62 denúncias no ano passado.
Segurança
A confiança no sistema e nas denúncias anônimas são apontadas como principais vertentes do crescimento das denúncias. De acordo com o presidente do Instituto São Paulo Contra a Violência, Kiko Sawaya, a população está confiando no serviço, que é diferenciado e ajuda nas investigações da polícia.
“Este [sistema] é um serviço diferenciado. As pessoas têm ajudado muito com as denúncias, solucionando casos e ajudando nos trabalhos da polícia. Estamos em uma das mais violentas regiões e o objetivo da ferramenta é diminuir os índices”, diz o presidente do instituto.
Sawaya afirma que todas as denúncias registradas pelo sistema não são rastreadas. “Os serviços estão 24 horas disponíveis para receberem as denúncias. O que interessa para nós é a informação e não há rastreamento das denúncias”, explica.
O presidente do instituto classifica as plataformas como essenciais para os trabalhos das policiais. “É um trabalho que vem ganhando credibilidade, implantado em 2010, e que está como um ‘braço’ para auxiliar os policiais”, completa Kiko Sawaya.
Denúncia
Com o registro das denúncias, as informações são encaminhadas para as Polícias Civil e Militar. O Disque-Denúncia (181) passou a receber, na última semana, informações anônimas que podem ajudar na identificação de autores e no esclarecimento de mais três tipos de crimes: furtos de caixas eletrônicos com uso de explosivos, incêndios a ônibus e casos de violência de torcidas de futebol ocorridos no Estado de São Paulo.
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