RMVale lidera inadimplência e mensalidade escolar dispara

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte lidera o ranking da inadimplência das escolas particulares no interior do Estado de São Paulo. De acordo com levantamento do Sindicato das Escolas Particulares, mais de 8,6% dos alunos não estão em dia com os pagamentos.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Inadimplência eleva mensalidades na rede particular em 2015

Divulgação

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte lidera o ranking da inadimplência das escolas particulares no interior do Estado de São Paulo. De acordo com levantamento do Sindicato das Escolas Particulares, mais de 8,6% dos alunos não estão em dia com os pagamentos.

A grande quantidade de devedores deve causar impacto de no mínimo 10% no reajuste das mensalidades de 2015.

Atrás apenas da Capital, as escolas particulares da RMVale convivem cada dia mais com a inadimplência. Em junho, a região chegou a liderar a lista e superar São Paulo, com mais de 11,7% das mensalidades em atraso.

“Não é o primeiro ano que existe inadimplência maior nesta região e realmente acaba havendo repasse de alguma coisa para as mensalidades porque isso onera as escolas”, explica a diretora regional do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Maria Helena Bitelli Baeza.

Para quem está inadimplente, a lei permite que a escola não faça a rematrícula para 2015. Contudo, Maria Helena afirma que o interesse das instituições de manter os alunos é grande e sempre há uma saída. “Os pais têm que procurar a escola para negociar uma forma de quitar suas dívidas e, com isso, garantir a matrícula dos filhos para o próximo ano”, conclui.

Reajuste
De acordo com o Sieeesp, o reajuste anual das mensalidade de 2015 será de no mínimo 10%. Contudo, pesquisa feita pelo Meon revela que em algumas escolas o aumento ultrapassa 20%.

A auxiliar de enfermagem Aline Arantes tem dois filhos em escolas particulares e ficou sabendo esta semana que o reajuste da mensalidade para 2015 será de aproximadamente 23%. “É absurdo. Ainda tem os livros, que custam mais de R$ 100. Sei que estou pagando por quem não paga. E outra, tudo o que a escola faz é pago pelos pais durante o ano, fora a mensalidade”, destaca.

Os filhos do casal de empresários Marcos e Keila Baruel estudam no Colégio Poliedro, em São José, e estão cursando o ensino médio. Para 2015, a mensalidade subirá cerca de 15%.

Na cidade de Cruzeiro, a jornalista Julieli Fonseca, 31 anos, negociou com antecedência a rematrícula e conseguiu descontos. “Paguei menos na matrícula, mas me passaram que todo ano tem reajuste entre 8% e 12%, este ano será de 9%. Até concordo com os aumentos, mas não tão altos assim”, reclama.

“Cada escola faz sua planilha de custos. Nela, é considerado o acordo com o sindicato dos professores, que garante o reajuste salarial de acordo com a inflação, mais 2% de aumento real, ou seja, 8,5% de aumento. As escolas também fazem investimentos pedagógicos e por fim, têm inadimplência. Contudo, nenhuma escola tem interesse de aumentar além do que os pais podem pagar”, conclui a diretora regional do Sieeesp.

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