Roubo de 375 quilos de dinamite em Caçapava pode provocar nova onda de explosões a caixas eletrônicos

O roubo dos 375 quilos de dinamite ocorrido na noite de quarta-feira (10) na via Dutra, no trecho de Caçapava, pode dar início a uma nova onda de explosão de caixas eletrônicos. O material, que saiu de Cruzeiro para ser usado em obras do Rodoanel, em São Paulo, foi interceptado por um grupo de cinco homens que rendeu o motorista do caminhão que fazia o transporte da carga.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Caixas eletrônicos explodidos em junho na agência do Bradesco, em Ilhabela

Caio Gomes/Divulgação

O roubo dos 375 quilos de dinamite ocorrido na noite de quarta-feira (10) na via Dutra, no trecho de Caçapava, pode dar início a uma nova onda de explosão de caixas eletrônicos. O material, que saiu de Cruzeiro para ser usado em obras do Rodoanel, em São Paulo, foi interceptado por um grupo de cinco homens que rendeu o motorista do caminhão que fazia o transporte da carga.

A afirmação é do coronel reformado da Polícia Militar e ex-secretário nacional de Segurança Pública, Vicente da Silva Filho. Para o especialista, esse material certamente já está disponível no mercado negro que abastece as quadrilhas especializadas nesta modalidade criminosa.

A conta do coronel é que sejam necessários, no máximo, cinco quilos para explodir os caixas de uma agência bancária. Portanto, o material que a quadrilha tem em mãos seria o suficiente para efetuar 75 ações criminosas.

“A situação é gravíssima. Temos que considerar também que esse material explosivo pode ser destinado para outras ações ainda mais perigosas. As pessoas que manejam esse material normalmente não têm nenhuma noção de segurança ou do poder de destruição que têm nas mãos. O perigo é enorme”, afirma.

O especialista também critica a falta de procedimentos de segurança no transporte e no armazenamento de cargas explosivas. De acordo com Silva Filho, é preciso que esse tipo de carga mereça uma atenção especial de segurança da PM, Polícia Federal e Polícia Rodoviária.

“Não é possível que ainda se transporte ou estoque material explosivo como se fosse qualquer outra carga inofensiva. O roubo desses materiais deveria ser crime de terrorismo, pois os riscos envolvidos são enormes. Nesse caso, 375 quilos deveriam ser escoltados até o destino final. É preciso apurar onde está essa falha”, conclui.

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