Roubos intimidam estudantes em Lorena

Secretaria de Segurança agenda reunião com escolas e polícia

Escrito por: Lucas Cipriano2 min de leitura
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20150306_unisal_lorena_(Divulgação/Unisal)

Os assaltos que vêm acontecendo próximos as faculdades da Fatea e do Unisal

Divulgação/Unisal

Os assaltos que vêm acontecendo próximos as faculdades da Fatea (Faculdades Integradas Teresa D’Ávila) e do Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), em Lorena, têm preocupado os estudantes. Os atos são registrados principalmente no horário de saída das instituições, no período noturno, quando o movimento nas ruas é menor.

De acordo com os relatos dos universitários, os assaltantes, usam arma para intimidá-los. “Volto a pé para casa. Qualquer barulho de bicicleta já deixa a gente preocupada, e começamos a achar que vamos ser assaltados a qualquer momento. Ando com o celular e a bolsa nas mãos, com medo de ser surpreendida. E olha que vou embora pelo centro”, contou a aluna de administração do Unisal, Roberta França.

A avenida Peixoto de Castro, na Vila Zélia, onde está localizada a Fatea, também está no roteiro dos criminosos. “Já fui abordado duas vezes. Na primeira levaram meu celular e minha mochila. Na segunda, que aconteceu há duas semanas, consegui correr na direção do mercado, que ainda estava aberto.”, relatou Bruno Mello, estudante de Arquitetura na Fatea.

Em alguns casos, o roubo é cometido por mais de um criminoso. “Reagi a uma tentativa de assalto cometida por dois marginais que não deviam ter nem 17 anos. Me viram com o celular na mão e depois de um tempo me seguindo, fui cercado. Quando comecei a correr, tentaram me agredir, mas consegui chegar rapidamente em uma farmácia e entrei para pedir ajuda desesperadamente. Senti na pele o que muitos estão sentindo em toda a região, e pude ver como somos vulneráveis à marginalidade”, relatou Marcelo Antunes, estudante de Rádio e TV da Fatea.

Medidas
O secretário de Segurança de Lorena, Capitão Elton Luiz Ribeiro, informou que medidas já estão sendo tomadas em relação ao problema. “Já estamos entrando em contato com as direções da Fatea e da Unisal para marcarmos uma reunião juntamente com a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Associação de Moradores do Centro e o delegado. Vamos discutir e buscar algumas saídas plausíveis para essa questão, assim como também estamos pedindo reforço de policiamento nestas regiões em que a situação está mais grave”, afirmou.

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