Sabesp afirma que não vai parar obras em cachoeira de Ubatuba
A construção de uma nova estação de captação de água na Cachoeira da Renata em Ubatuba tem tirado o sono dos moradores do Sertão da Quina. Preocupada com o futuro do complexo de cachoeiras do local, ponto turístico da cidade, a população local quer parar a obra. Do outro lado a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) diz que vai continuar e que tem as licenças ambientas necessárias para isso.


Obra da Sabesp na Cachoeira da Renata em Ubatuba
Divulgação
A construção de uma nova estação de captação de água na Cachoeira da Renata em Ubatuba tem tirado o sono dos moradores do Sertão da Quina. Preocupada com o futuro do complexo de cachoeiras do local, ponto turístico da cidade, a população local quer parar a obra. Do outro lado a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) diz que vai continuar e que tem as licenças ambientas necessárias para isso.
De acordo com a companhia, a regional do Litoral Norte que é responsável pela construção na cachoeira em Ubatuba, tem todas as licenças dos órgãos competentes para a execução da obra.
A Sabesp afirma que o projeto composto por uma estação de tratamento de água, adutora, reservatório com capacidade para 2,5 milhões de litros de água, unidade de bombeamento e captação atenderá mais de 50 mil pessoas na alta temporada, inclusive, favorecendo o turismo na região.
Revolta
Os moradores organizados no grupo S.O.S. Cachoeiras do Sertão da Quina, descordam da Sabesp e dizem que não vão deixar de lutar pelo direito de preservar as cachoeiras do bairro.
“Eles não têm e não apresentaram nenhum projeto de Impacto Ambiental desta obra. E tem outra coisa, nunca fizeram uma audiência pública. Ficam dizendo que não precisa disso tudo porque é uma obra de pequeno porte. Não é de pequeno porte. É só ir até o local que você vê que será um lago imenso esse reservatório”, fala um dos moradores que prefere não ser identificado.
Sem serem ouvidos e com as obras na cachoeira a todo vapor, os moradores do Sertão da Quina afirmam que não vão parar de lutar até terem o que querem. “Queremos que venham nos ouvir, que expliquem os pontos que já dissemos, queremos o estudo do impacto desta obra na cachoeira, queremos ter certeza que não vão acabar com as cachoeiras, com o nosso patrimônio natural, onde crescemos e de onde tiramos nosso sustento”, destaca.
Um abaixo assinado com mais de três mil participantes continua recolhendo mais assinaturas na internet. O objetivo é conseguir o mais rápido possível um grande número de pessoas para encaminhar um documento que motive o Ministério do Meio Ambiente à fiscalizar e se possível parar a obra. Uma ação também foi ajuizada no Tribunal de Justiça em São Paulo. “Nem que seja no tribunal, a Sabesp vai ter que nos prestar contas”, conclui o morador.
Denúncias
Sobre as denúncias feitas na última quarta-feira (5) pela própria Prefeitura de Ubatuba, de que algumas famílias estão sendo desapropriadas por se oporem a construção da nova estação, a Sabesp informa que a obra não tem qualquer ligação com estas situações de reintegração de posse.
No caso da obrigação dos moradores de manter distância de 100 metros da área onde a companhia de saneamento executa a obra, a Sabesp alega que se trata de uma determinação da Justiça, para garantir a segurança dos próprios moradores e turistas.
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